Carmo Vasconcelos

 

 

"FENIX"

PREFÁCIOS

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PREFÁCIOS EM:

 

 

“Metrificando Sonhos”


Humberto Rodrigues Neto

 

Um tímido prefácio para “Metrificando Sonhos”,
de
Humberto Rodrigues Neto

 
É com o coração balançando entre o orgulho e o receio, que tentarei aqui falar desse sublime Poeta que é Humberto Neto.
Orgulho, vaidade até, por que não dizê-lo?..., pelo convite recebido para Prefaciar esta obra. Receio, porque me sinto um grão de poeira querendo, ambiciosamente, integrar ideias numa atmosfera plena de verdadeira poesia. É muita ousadia, mas uma grande honra também, à qual o meu imperfeito Ego não resiste.
Tal como ele, imperfeitas virão a ser as minhas mais rebuscadas palavras para equacionar a dimensão deste inmensurável Poeta. Tudo o que eu possa dizer de Humberto Neto ficará sempre aquém da lonjura poética alcançada pelas sua escrita. Do Homem nem falo, ele irrompe naturalmente cristalino através do seu verbo.
Dentro do que me é humilde e humanamente possível, direi que o Poeta consegue aliar uma inspiração divina a uma técnica humana irrepreensível; casar a beleza estética da linguagem com o lirismo do sentimento; reger a compasso cada verso, com a musicalidade e o ritmo próprios de um grande compositor que, neste caso, compõe supremas sinfonias poéticas Metrificando Sonhos.
E mais, usando uma paleta diversificada de conteúdos, o Poeta pinta o Amor, a Guerra, O Social, o Místico, com o mesmo arroubo de encantamento que nos arrasta à contemplação das imagens como se de uma pintura real se tratasse.
Crente que sou, como ele, nas vidas sucessivas, atrevo-me a dizer que Humberto Neto não é um Poeta desta existência terrena somente. Ele já manejou a pena com mestria por muitas vidas passadas. É essa experiência acumulada que o faz escrever com a mesma naturalidade com que respira, exalando palavras de Mestre.
E porque me sinto pequena para falar da sua mestria, deixo-vos com o rendilhado de seus versos, mergulhados na realeza dos traços urdidos pela sua pena Metrificando Sonhos
Humberto Neto é para ler e silenciar, recolhidos na meditação da transcendência do seu estro.
Pela reverenciada admiração que me inspira o Homem, o Poeta, a Alma que habita este ser tão especialmente privilegiado, só me resta recolher-me agora ao silêncio.

Carmo de Vasconcellos
Lisboa/Portugal
9 de Junho de 2007

 

 

“No Silêncio do Tempo”,


Joaquim Sustelo

 

Prefácio para “No Silêncio do Tempo”,
de Joaquim Sustelo


Neste jardim de poetas, a diferença surge-nos pela forma, o estilo, a força e a sensibilidade, como cada poeta abre as pétalas da sua poesia para nós. Uns mostram-se como um impenetrável botão, no hermetismo das suas evocações; outros aparecem-nos como flor meia desfolhada, para que o leitor sinta o prazer de a descobrir. Joaquim Sustelo é, na minha óptica, corola totalmente aberta numa dádiva completa, branca na pureza e transparência dos sentimentos.
A sua poesia brota espontânea e corre límpida e fresca, sem turvações rebuscadas, desmaquilhada de artifícios, porém, multifacetada no seu cariz e sempre irisada de grande sensibilidade. O soneto, a sua inclinação nata. Ele manipula-o com uma destreza invulgar que, não fora, por vezes, a singeleza do tema, poderia levá-lo à genialidade.
“No Silêncio do Tempo”, ecoam vazios, ausências, afectos impossíveis ou inalcançados :

“Amor é gostar, mesmo proibido
É rua que apresenta um só sentido
É ir, inda que cego, sempre em frente

É sonhar, para estar sempre contigo
É muito, muito mais do que aqui digo
É ter-te, sem te ter completamente.”


Mas não só! Por vezes, Sustelo extasia-se ante a Natureza. Perante o mar, um pôr-do-sol, uma tarde de chuva, um início de Primavera… fazendo dessa contemplação, desse deslumbramento, quase inconscientemente, uma simbiose com o êxtase amoroso:

Olhei: bola de fogo em horizonte…
Teus olhos me brilhando ali defronte…
Tudo era deslumbrante… extasiava!

Rendia-me ao esplendor da natureza
Via no teu olhar tanta beleza
Nem sei em qual dos dois eu me encontrava…


E porque todo o poeta conserva em seu interior a criança que foi, raramente os versos que talha ignoram as reminiscências da sua infância, das suas raízes: Sustelo não as ignorou. Podemos constatá-lo em poemas como: “A minha casa velhinha”, “Natal de outros tempos” “Carnaval”. Nestes poemas, sobressai o dom natural dos “simples”, que cantam o poema com a mesma naturalidade com que os pássaros trinam.
Contudo, Joaquim Sustelo não é apenas um contemplativo da natureza, um cantante do amor, um saudoso da meninice. Quem o conhece, sabe-o um poeta despojado de vaidades vãs, que caminha sereno, indiferente a horizontes de fama. Porém, a sua poesia mostra-nos uma outra vertente, do poeta e do homem. Quanto a mim, talvez aquela onde mais fortemente se impõe a sua veemência poética. Nela, ruge a força de um ser insatisfeito e “ambicioso”. Ambicioso, sim! Todavia, as suas ambições não são egoístas. Como um militante, o seu clamor volta-se para o bem-estar da humanidade, para a justiça e igualdade social, para a paz universal.

“E vós gente letrada que mandais
Que fazeis vossas guerras preventivas
Que não previnem nada e incendeiam

Cuidado com alguns dos que julgais!
Vossas mentes são inda mais nocivas
Com ódio nos interesses que as norteiam”


É assim que, corajoso na denúncia, Joaquim Sustelo solta os seus gritos de revolta e de crítica, intercalados quando em vez por verdes de esperança num futuro mais promissor, num mundo mais justo e menos desumanizado, fazendo jus à intensa e verdadeira alma de poeta que nesta vida o acompanha.
Que mais dizer deste poeta?... Que “No Silêncio do Tempo”, o tempo lhe deu voz?... O melhor mesmo será lê-lo!

Em 30/03/2005
Carmo Vasconcelos

 

Sebo Literário de Poesia

Teka Nascimento


Prefácio para o Sebo Literário de Poesia, de Teka Nascimento

Lendo Teka Nascimento:


A poesia de Teka Nascimento envolve-nos, sobretudo, pela emoção espontânea. São versos ao sabor das estações da alma. Poetisa do amor e da harmonia, a sua pena move-se ao sabor da sensibilidade e ao calor dos sentimentos. Numa despreocupação por metodismos e alicerces programados, a sua poesia flui com a naturalidade da chuva, do despontar do sol, ou do cair da noite.
A Teka abre para nós a sua alma e traz-nos momentos encantados, tais como o voo de uma borboleta, o cantar de uma fonte, o suave murmúrio de um rio. E, com a mesma naturalidade, oferece-nos aquela poética mais intensa a que todo o poeta não consegue ser alheio - a do amor apaixonado e a do êxtase dos amantes.
Em suma, é um presente para todos nós esta belíssima dádiva da Poetisa Teka Nascimento.
Obrigada, Poetisa!

Em 21/07/2012
Carmo Vasconcelos

 

Sebo Literário de Poesia

Humberto Rodrigues Neto


PEQUENAS PALAVRAS PARA UM GRANDE POETA
(Para a Colectânea Poética de Humberto Rodrigues Neto no meu site “FÉNIX”)


Impõe-me a admiração poética e uma grata e longa amizade que deixe aqui umas breves palavras ao Enorme Poeta que é Humberto Rodrigues Neto. Anos atrás tive a honra de esboçar um prefácio ao seu livro de sonetos "Metrificando Sonhos". Nessas minhas humildes palavras eu já expressava o meu apreço pelo Sonetista Maior que é. Hoje, nesta Colectânea, o Poeta mostra-nos o outro lado da sua poética, não menos admirável, pois traduzida em pérolas de elevada sabedoria e profundo conhecimento místico.
Ler Humberto Neto, não é só percorrer com encantamento os elaborados meandros da sua poesia, sabiamente delineada, medida, tecnicamente perfeita e de alto lirismo - um conjunto raro que só os privilegiados possuem. Ler Humberto-Poeta é, também, motivo de reflexão, meditação e aprendizado.
Como amigo, honra-me a sua amizade e desvanece-me a sua solidariedade, sempre pronta a aconselhar, sugerir, ajudar a crescer os menos sábios, quer nos caminhos da poesia, quer nos conhecimentos da vida imaterial. Uma atitude de grandeza que só as "almas grandes" possuem.
É pois, com muito orgulho e enorme alegria que acolho aqui no meu singelo espaço o estimado amigo e louvável Poeta, Humberto Rodrigues Neto, e que lhe digo: "OBRIGADA, MEU AMIGO"!

Fénix, em 16 de Dezembro de 2012
Carmo Vasconcelos

 

SOBRE “TEMPO IMPRESSO”, DE

CARLOS LÚCIO GONTIJO

Por Carmo Vasconcelos

 


 

É com subida honra e enorme prazer que aceito o convite para tecer minhas modestas palavras sobre esta obra do notável escritor, jornalista e poeta, Carlos Lúcio Gontijo.

“TEMPO IMPRESSO” não será uma leitura “Em busca do tempo perdido”, como a que nos ofereceu Proust, mas outrossim, uma leitura do presente,  “Em busca de um tempo actual que desenha marcos para o futuro” - retratado pela clarividente pena do seu autor, reconhecido homem de letras, sempre atento aos problemas culturais, humanos, sociais e políticos, do seu país e do mundo em geral.

Tenho o privilégio de conhecer as preocupações do exímio escritor, seus sentimentos e suas narrações (sempre lúcidas e isentas de facciosismos absurdos); suas mágoas e rebeldia por conceitos instituídos, nem sempre justos numa sociedade menos preocupada com a evolução cultural e tendente cada vez mais à idolatria do poder, do lucro fácil, do protagonismo imediato, despidos de qualidade e justeza e falhos de visão quanto às directrizes culturais e educacionais necessárias e capazes de promover gerações futuras mais sãs e justas num Universo que se pretende equitativo e equilibrado humana e culturalmente.

Lutador incansável, Carlos Lúcio Gontijo, tem remado corajosamente contra ventos e marés, ultrapassando obstáculos, meios adversos e vontades menores, para não deixar soçobrar o sonho de manter viva a palavra escrita como veículo imprescindível à livre expressão de sentimentos e emoções, esclarecimento e denúncia, num mundo cada vez mais hostil a escritores e poetas que, em prosa ou verso, usam a pena como única arma de combate aos desmandos e  injustiças vigentes numa Sociedade materialista, adoradora de deuses de barro (fama, dinheiro, poder) e cada vez mais descuidada dos valores culturais e espirituais.          

O privilégio de que falo sobre o conhecimento do escritor Carlos Lúcio Gontijo, deve-se ao feliz facto de que, desde há 5 anos a esta parte, nos cabe a honra de termos a sua nobre participação como membro do Conselho de Redacção da nossa Revista eisFluências, o que, incontestavelmente, tem dado às nossas edições o valor e brilho especiais que emanam de seus vários “tempos impressos” e que deleitam nossas mentes ávidas de sabedoria, conhecimento e perfeccionismo literário.

Porém, Carlos Lúcio Gontijo não é apenas o prosador e o jornalista, senhor de uma louvável consciência social e de iluminada visão holística... ele é um ser multifacetado, um ser de Luz, cuja Palavra chega até nós ora se detendo, sem peias, pelas cruas e amargas realidades do quotidiano, ora alçando as suas asas deixando pairar o seu outro lado de poeta inspirado que se mostra de alma nua em versos plenos de magia invulgar que nos faz lê-lo saboreando, como se partilhássemos com ele da mais gostosa bebida espirituosa.

Quem já teve o privilégio de ler a poesia de Carlos Lúcio Gontijo, relembra decerto a criatividade e a sensibilidade de versos como estes:

“Mar de esperança levo no bolso da alma/Calor de amigos carrego na palma da mão/No coração o reflexo de flertes de esguelha/Acendendo em mim a centelha da paixão/Raio de luz grudado no molejo do seio da vida/Que me olha de soslaio à espera de meu desejo” (In “Quando a vez é do mar”)

“Coisas que morreram/Sombras que ficaram/Lágrimas derramadas/Coisas que passaram/E a gente vai vivendo assim, insistindo em recordar/Talvez por ter encontrado abrigo no chorar” (In Ventre do Mundo”)

São parcas minhas palavras para a grandeza de Carlos Lúcio Gontijo cuja obra literária é surpreendente, na ímpar abrangência da qualidade literária, acuidade, riqueza de expressão e sensibilidade.

“TEMPO IMPRESSO” será, sem dúvida, mais uma valorosa pedra lançada no laborioso e magnífico monumento literário que o nobre escritor vem erigindo, obra que, já sendo marcante na actualidade, levará seu nome à posteridade.

***

Lisboa/Portugal, 8 de Dezembro de 2014

Carmo Vasconcelos

 Membro da International Writers and Artists - Toledo-Ohio - USA

Chanceler Cultural para Lisboa/Portugal, do M.U.C. - Taubaté- Brasil

Diretora-Adjunta e Coordenadora Cultural Nacional para Portugal da Revista Litteramundo do MUC

Directora Cultural da Revista eisFluências e Antologias LOGOS da Fénix

http://www.carmovasconcelosfenix.org

 

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