Carmo Vasconcelos

 

 

"FENIX"

PREFÁCIOS

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PREFÁCIOS EM:

 

“Horizontes da Poesia”

Euclides Cavaco

 

BREVES PALAVRAS PARA O LIVRO “HORIZONTES DA POESIA”,
DE EUCLIDES CAVACO


É para mim uma honra, falar aqui de Euclides Cavaco, o autor deste “Horizontes da Poesia”. Impossível descrever num tão curto espaço, tudo o que me ocorre ao evocar este ser privilegiado que “Faz Poesia na Vida... e da Vida Poesia”.
Português de raça, Euclides Cavaco ascendeu a pulso à posição que hoje desfruta de, provavelmente, o maior embaixador da língua portuguesa pelo Mundo.
Poeta, declamador, homem de rádio e televisão, premiado e homenageado por várias entidades portuguesas e estrangeiras, tem sido um flamejante estandarte na difusão das suas raízes culturais: Fado e Poesia. Muita da sua obra tem sido consagrada também ao Fado através dos seus versos, cantados pelas vozes da nobilíssima canção.
Em suma, um filho dedicado à sua amada mãe – Pátria Portuguesa – Poeta Maior, que me orgulho de ter por compatriota e amigo.

Lisboa/Portugal
24/Outº/2010
Carmo Vasconcelos

 

“Esboçando Paisagens”

Moisés Salgado

 

PREFÁCIO PARA O E-BOOK “ESBOÇANDO PAISAGENS”, DE MOISÉS SALGADO

Esboçando um Prefácio


Falar de Moisés Salgado e da sua poesia, mais do que um desafio, eu considero arrojo. Como se a gota de água se atrevesse a falar do mar imenso. Assim, falarei apenas pela voz da minha sensibilidade poética, exacerbada perante a leitura deste livro. Para “Esboçando Paisagens”, só me atreverei a fazer o “Esboço de um Prefácio”.
Preâmbulo: Ao passo que em todas as nações latinas se contribui extraordinariamente para a glorificação da divina arte de interpretar a beleza, no nosso país que viu nascer poetas gloriosíssimos, como Camões, Bocage, Antero, Cesário Verde e tantos outros, parece hoje que a dinâmica emotiva, que outrora vibrou e resplandeceu em catadupas de harmonia, se esgotou na pletora da inspiração nacional. São os poetas que nas suas estrofes tornam imortais as nacionalidades; são eles que choram em ritmos d’oiro as suas amarguras, os seus desastres, e cantam com esplendores sonoros as suas glórias, os seus triunfos; são eles que celebram as lutas e glorificam a paz. A Grécia viverá eternamente na obra de Homero e Roma na de Virgílio. Dante, Milton, Goethe, Victor Hugo são glórias das pátrias a que pertenceram. (Olimpio Cesar, em “Arte Poética”)
Posto o preâmbulo, arrisco-me a dizer que numa época em que a inspiração – a ignis sacra - se vai dispersando na multiplicidade de expressões, por vezes vazias de sentido e de estética, a que os seus autores pretensamente chamam poesia, é com aprazível deleite que nos detemos em Moisés Salgado “Esboçando Paisagens”. Sem pretender fazer comparações, já que cada poeta é único e inimitável na sua manifestação, não posso evitar ao lê-lo que me venha à memória o nosso saudoso Teixeira de Pascoaes – O Eremita do Marão. Em aparente semelhança, os versos do autor casam muitas vezes com a paisagem: “Não há outro país para lá ou para cá do Marão”;“O infinito é o prolongamento destes montes/ E os próprios deuses intimidam-se com tamanha imponência/ Só os campesinos que os moldam lhes conhecem as fraquezas; O autor chega mesmo a unificar-se com o cenário que o rodeia: “Morrerei sangrando interiormente/Velho salgueiro atacado pelo bicho”; “Renascerei das cinzas/ Como as giestas e as silvas”. Servindo-me das palavras de José Gomes Ferreira acerca da obra de Pascoaes e da influência do Marão na sua criação literária, eu digo de Moisés Salgado: «Naquele cenário de aspectos roucos, alheio à quotidiana da terra dos homens, meio anjos meio demónios, a grandiosidade da paisagem que defronta coloca-o “perto dos deuses iniciados”»
E é nesse habitat, tal como Miguel Torga calcorreando Trás-os-Montes ou as margens do Mondego, que Moisés Salgado sofre e goza em cada verso, vertical, insubornável e solitário, colocando-se no centro subjectivo da vida. Como ele mesmo diz: “Aninhado neste paraíso interior em mim criado/ Sem nenhures coordenadas a localizá-lo/ Estou algures acomodado num refúgio enfatizado” - como se a solidão fosse para ele um destino. Todavia, o autor, que a dado passo do seu livro nos diz: “Eu sei que sou o limite”, mostra-nos em “Esboçando Paisagens” que é ilimitado na sua arquitectura poética de reflexões, êxtases e desalentos, moldados da pedra que extrai da sua jazida interior. Eu diria que ele alberga vários poetas num só Poeta e que a sua poesia abrange, porventura, reflexos de uma alargada cultura, bebida e interiorizada desde os poetas já imortalizados até aos mais recentes. A uma leitura atenta, descobrimos neste autor um misto de Pessoa e de Álvaro de Campos, passando por Pascoaes e Torga, até Cesariny e Herberto Helder, manifestando-se contudo, na essência, de forma original e inigualável. Moisés Salgado é Único quando nos presenteia com versos, tais como: “As minhas asas fragilizam-se de cansaço/ Serão os pólenes alucinantes/ Ou as minhas diligências pesados fardos?”; “Enverguei uma camisa branca e apertei o colarinho/ O nó está no peito/ A gravata desfeita no corpo em desalinho”; E quando a solidão se faz gemido: Sou um fio de água sem propósito/ Ignorando o prometido ócio do mar alto/ Afogo-me nas areias movediças dos meus desertos/ Numa infrutífera busca do meu éden imaginário”; ou quando a mesma se faz dor: “Nada me dói/ Sou antes eu que doo/ Visceral, carnal, mental/ Condoído e sentimentalmente”.
No amor, o autor surge-nos questionador e, ao mesmo tempo, balançado entre a tentação, a quimera e a desilusão: “Questiono-me se o amor ainda merece ser cantado”; “Eu e tu refugiados um no outro/ Mendigos de carinhos/ Pródigos de nós”; Dói-me como me dói o amor ausente…. Num jogo de cabra-cega/ Oculta atrás da sebe/ Sou a criança ignorada/ Que se esqueceram de procurar”; e agora mais incisivo: “O amor também ficou no capacho da entrada”.
Na consciencialização da dualidade de si mesmo, - ora calçada de granito, ora um ser dotado de asas frágeis – surge-nos, ora cáustico nos auto-retratos que esboça: “Eu cá tenho a pele ressequida/ O bicho e as larvas já fizeram a sua parte”, ora temeroso: “O animal que gerei/ Indefeso e exposto/ Teme agora não ser capaz/ De inverter esta condição”. Contudo, falando com precisão de coisas imprecisas e incertas, mostra-se duma clarividência que chega a doer: “Por mais que tente não compreendo a maldade/ Dos homens feitos deuses/ E dos Deuses que nos homens delegaram autoridade”.
Como que renegando a sua genialidade, ou regozijando-se na pele do incógnito, Moisés Salgado, diz-nos: “Eu canto o que outros já cantaram/ Envergonho-me de tanta tacanhez/ E da parca imaginação”; ou ainda: “Parco de feitos e de obra/ Finar-me-ei como nasci/ Incógnito e sem querer”. Aqui, por associação, não posso furtar-me à lembrança das palavras de Pessoa quando ainda muito jovem escreveu: «Um homem de génio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu génio» (Em “Crónica da Vida que Passa”- 1915).
Muito mais haveria para dizer sobre este autor, que se reconhece controverso, e simultaneamente depreciativo e orgulhoso de si mesmo: “Por que razão e a propósito de quê/ Valho o muito de ser tão pouco?”; “Aprendi pouco limitado à minha curiosidade/ Mas orgulho-me de como penso, vivo e escrevo”.
Eu também me orgulho de ter lido este Poeta de talento privilegiado, um Homem que encarna uma convulsionada torrente de emoções que encontram no verso a sua foz. Que me perdoe Moisés Salgado… mas eu jamais seria capaz de reflectir com as minhas pálidas palavras o brilho do Grande Poeta que é! Em suma, todo um mundo interior complexo, denso e vulcânico, irrompendo em lavas de poesia.
Aos leitores deixo o prazer de descobrirem o que deixei por dizer.

Lisboa, 2006-02-06
Carmo Vasconcelos

 

 

 "Agora e Para Sempre"

Mercedes Pordeus

 

Prefácio para o e-book "Agora e Para Sempre", de Mercedes Pordeus

EM JEITO DE PREFÁCIO

Por Carmo Vasconcelos

 

Para falar de Mercedes Pordeus, com a autenticidade que ela merece, precisava voar acima do extenso oceano que nos separa, mergulhar nas suas águas, palpar suas raízes, pousar nesse Recife histórico e cultural que a viu crescer, berço comum de ilustres poetas e prosadores. Precisava sentar-me junto das esculturas célebres que se espalham a cada canto dessa Veneza brasileira, dialogar com elas, no meu silêncio contemplativo, cheio de interrogações; precisava sorver o mesmo ar que eles beberam e que lhes impregnou a alma dessa sublime inspiração que os fez consagrados, e cujas obras continuam a enlevar-nos o espírito através dos séculos. Intuiria, então, com plena verdade, a razão da alma multifacetada de Mercedes Pordeus.

Nessa impossibilidade, cingir-me-ei apenas ao que me é dado conhecer da autora, amiga virtual de longa data, porém, irmã na ascendência remota de heróis e desbravadores que uniram as nossas Pátrias, eternamente, pelo sangue e pelo coração.

Não foi por acaso que a autora cresceu nesse rincão abençoado. Decerto, a sua alma peregrina buscou ao renascer, o terreno fértil onde poderia desenvolver os seus talentos, quiçá interrompidos em vivências anteriores. De guerreiros, poetas e trovadores que pisaram esse chão, absorveu as vibrações deixadas pelo seu rasto iluminado. Dos primeiros, herdou a coragem e a fortaleza de espírito; dos segundos, a alma nobre e a inspiração fácil, à flor da pele.

Ao lermos a sua obra, tomamos consciência da sua completude, como poeta, prosadora e repórter. Nada lhe escapa. Quando se abre para nós, através das suas letras, podemos abarcar o valioso potencial que nos oferece. Observadora atenta do mundo que a rodeia, Mercedes Pordeus é, essencialmente, uma descritiva que, não só traduz para nós, com acutilante nitidez, a beleza e a arte que os seus olhos contemplam, como se recolhe aos subterrâneos da sua alma para deles alçar os sentimentos poéticos mais elevados. Deste modo, a autora se desdobra, ora na repórter objectiva e concreta, ora na poetisa (sempre descritiva), que se debruça sobre os conflitos sociais, os desmandos da sociedade, as afrontas à natureza, a ecologia; por outros momentos, usando de uma sensibilidade fina e intrinsecamente feminina, ela deixa emergir das suas prosas poéticas, os aspectos mais tocantes, concernentes à religiosidade, à família, aos afectos e ao amor.

Filha saudosa, esposa amantíssima, mãe dedicada, amiga incondicional, Mercedes Pordeus, alberga em si, também, a guerreira, heróica e persistente, contra todos os desaires e obstáculos que a vida lhe apresenta, crente fervorosa no seu Deus, e ciente das sublimes missões que Ele lhe destinou.

Em suma, Mercedes Pordeus é um Ser Humano de fina água, admirável a todos os níveis expostos, que reverencio carinhosamente, e de cuja fraterna e pura amizade me orgulho e me regozijo.

Resta-me desejar-lhe, hoje, um Feliz Aniversário e que esta sua nova etapa de vida se desdobre a seus pés, profusamente florida de Bênçãos Divinas, e perfumada de compensadoras realizações e felizes sucessos.


 

Lisboa/Portugal

Maio/18/2011

Carmo Vasconcelos

 

"Lendo e Olhando"

Maria João Brito de Sousa

 

Para o Sebo Literário de Maria João Brito de Sousa


Lendo e Olhando


Ao apreciar este magnífico trabalho duplo de Maria João Brito de Sousa, não posso deixar de exprimir a minha admiração e o meu encantamento.
Ao ler a sua poesia, não consigo, também, isentar o olhar da sua pintura. São duas artistas numa só mulher, pois a Maria João abarca estas duas artes sublimes com o talento extraordinário de quem foi agraciada pelos deuses da Poesia, da Arte, e da Beleza.
Poetisa e Pintora, Maria João Brito de Sousa lidera a pena com a mesma mestria com que domina o pincel, e em ambas as vertentes é senhora de uma requintada estética e de uma criatividade sem limites. É toda essa beleza e todo esse talento que ela nos oferece aqui hoje, como exímia sonetista e como inspirada pintora, para nosso deleitoso encantamento.

Muito Obrigada, Maria João Brito de Sousa.

25/07/2012
Carmo Vasconcelos

 

 

"Quando a Vez É do Mar"

Carlos Lúcio Gontijo
 

 

Orelha do livro Quando a Vez É do Mar, do escritor Carlos Lúcio Gontijo:
 


Foi no passado dia 27 de Abril 2012, que o Ilustre Escritor, Jornalista e Poeta, Carlos Lúcio Gontijo, fez o lançamento do seu Romance "Quando a Vez é do Mar", em Belo-Horizonte, BR.
Na impossibilidade de estar presente, honrou-me o prezado escritor e amigo com a oferta do seu Livro, que ainda estou desfolhando, cimentando a cada leitura, a ideia há muito perfilhada de que a "Palavra" deste autor, há-de perpetuar-se como expressão maior dos escritores e poetas do seu país.
14ª publicação do Escritor, ela é, sem dúvida, um exemplo da perseverança do grande literato que tem feito da sua vida uma viagem incansável pelo mundo das letras; por Livros e Jornais, e por muitas jornadas de luta no exercício da palavra escrita.
Honra minha, ver perpetuadas na orelha do seu Romance, minhas breves e humildes palavras, para quem merecia muito mais.

"Palavras se fazem poucas para a
grandeza do escritor e poeta, Carlos Lúcio
Gontijo, que honra o panorama cultural
do seu país e alarga a mente de quem o lê,
na sua pátria e além-fronteiras.
Carmo Vasconcelos (Poetisa portuguesa e
diretora da revista luso-brasileira “eisFluências”)."

(In "Quando a Vez é do Mar")

Muito Obrigada, prezado Escritor, Carlos Lúcio Gontijo, por levar o grão de poeira que sou,
numa pontinha das asas da sua nobre jornada literária.

Carmo Vasconcelos

Livro de Visitas