Carmo Vasconcelos

 

 

"FENIX"

PREFÁCIOS

 

PREFÁCIOS EM:

 

Um Enigma

Ilda Brasil e seus alunos

 

 

Um olhar sobre o Romance Interactivo

 “Um Enigma”,


da Professora e Escritora Ilda Brasil e seus alunos
Por Carmo Vasconcelos



Sensibilizada pela deferência, começo por agradecer o honroso convite para elaborar o prefácio para esta obra, sobre a qual me debruçarei modestamente e sem pretensões a crítica literária, mas apenas como leitora e amante da Palavra.
A escrita interactiva (ou colaborativa) está hoje abrindo novos caminhos, quer na narrativa em prosa, quer na poesia, alargando-se o ramo da interactividade até à criação de obras de arte e à elaboração de projectos; e disso temos numerosos exemplos em sites e blogues presentes na Internet. Mas a escrita colaborativa não é nova nem exclusiva do suporte digital. Já em 1978, foi lançado o livro “Pega pra Kapput”, um dos grandes clássicos universais da literatura gaúcha e - por que não? - da literatura brasileira e mundial também. Edição impressa, da autoria dos escritores Josué Guimarães, Moacyr Scliar, Luiz Fernando Veríssimo e, também, do ilustrador Edgar Vasques, já que o livro continha algumas páginas ilustradas, tipo banda desenhada. Cada um deles escreveu um capítulo. O manuscrito circulava, remetido a cada companheiro para que o continuasse.
Aplicada já no sistema educativo, em tempo real, esta modalidade perspectiva a iniciação à escrita, criando situações de aprendizagem e incentivo, para que os jovens iniciem esse difícil percurso, principalmente, em razão da funcionalidade e da discursividade. Se escrever é um acto complexo – a menos que sejamos donos de uma genialidade nata – a aprendizagem da escrita não é menos complexa. Não se escreve sem o domínio da técnica e não se usa a escrita sem uma forma exteriorizada, envolvente e comunicativa. Aí reside a grande aposta do professor actual: promover a escrita como forma de comunicação, estabelecendo circuitos de interacção facilitadores da produção literária. A escrita interactiva é como aderir a um jogo, tipo puzzle, onde se vão compondo as peças combinatórias. Ela impulsiona e estimula a criatividade dos interagentes em cooperação, criando uma cadeia mental que se articula gerando esquemas imprevisíveis de continuidade ao roteiro inicial, conduzindo quase sempre a um desfecho inesperado. Verificando-se uma permeabilidade de personalidade/estilo/autor, valoriza-se também a componente inventiva dos participantes.
Nesta obra, “Um Enigma”, os dados foram lançados, na prossecução desses valorosos objectivos, pela Professora Ilda Brasil em interacção com os seus jovens alunos. Intercalando, a espaços medidos e bem calculados, a sua própria intervenção como escritora experiente, foi ofertando a deixa necessária à natural insipiência dos jovens escritores, não lhes coarctando, contudo, a criatividade individual, mas segurando o fio da narrativa para que não se perdesse do guião global. O que, a meu ver, resultou numa experiência bem conseguida.
De louvar, é a iniciativa motivadora da digníssima Professora e Escritora Ilda Brasil, bem como a criatividade demonstrada pelos seus jovens alunos que, no desenrolar deste interessante ensaio de romance, souberam criar a desejável curiosidade expectante pelo culminar da estória.
Que seja este livro o precursor de muitos outros, numa continuada directriz didáctica/literária, estimulante e aperfeiçoadora, a todos os níveis valiosa e meritória, a augurar a esperançosa perspectiva de uma geração vindoura de conceituados escritores no panorama das letras brasileiras.

Lisboa/Portugal, em 4 de Outubro de 2011
Carmo Vasconcelos
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Areias Movediças

 Krassim Krastev

 

UM OLHAR SOBRE

“AREIAS MOVEDIÇAS”,


DE KRASSIM KRASTEV



Difícil falar de “Areias Movediças”, do autor búlgaro, Krassim Krastev. As palavras se fazem imprecisas para ilustrar a originalidade da escrita do autor. Tudo o que possa dizer-se não substitui o fascínio dessa digressão pela narrativa plena de inquietude, dúvidas e contrastes, que nos transportam às mais profundas incógnitas e contradições que se albergam nas cavernas ocultas dos paradoxos existenciais. A luta entre a ambição obstinada, como meta do poder absoluto, e os flashes apelativos da consciência, confrontando a insignificância da posse perante a infalibilidade da decrepitude e morte, são uma constante em “Areias Movediças”. Esse mesclado ressalta dos monólogos íntimos da personagem Moisés, intensos ora na fragilidade, desilusão e renúncia, ora na tentativa utópica de recidiva, feita de recuos e avanços quixotescos resvalados do lirismo de que se pode enganar a ampulheta inexorável do Universo e recomeçar do zénite perdido.
(continuação na orelha do livro)
 

 


2006-11-18
Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal

 

 

 “O Futuro Feito Presente”

1ª Antologia Poética do
Grupo Ecos da Poesia

 

 

Prefácio para a 1ª Antologia Poética do
Grupo Ecos da Poesia “O Futuro Feito Presente”


CANTEMOS, POETAS!


Cantemos, poetas, cantemos juntos e bem alto, a melodia deste “FUTURO FEITO PRESENTE”, entoemos o nosso hino a este “SONHO TORNADO REALIDADE”!
Rejubilemos, pois, unidos pelo coração e de mãos dadas, por esta “1ª. ANTOLOGIA POÉTICA DO GRUPO ECOS DA POESIA”.
A este desafio ergueu corajosamente a espada da palavra, qual pequeno David frente ao gigante Golias, um homem de letras, espírito nobre e sensível, amante da Poesia e amado pelos poetas. Seu nome, Victor Jerónimo, o poeta que bem sabe que “viver sem a intensidade dos nossos desafios é perder a oportunidade de existir”. Mais… na sua visão holística, ele sentiu que não travar esta batalha era, também, perder a oportunidade de dar vida e voz a tantos poetas nascituros que raramente sobrevivem, sufocados pela impossibilidade de gritarem ao mundo as suas revoltas, os seus sonhos, os seus anseios e esperanças, correndo o risco de morrerem à nascença, deixando o mundo mais pobre. Pretendeu, ainda, o impulsionador desta obra, irmaná-los, num sentimento comum e fraterno, com outros poetas que, pelo seu comprovado mérito, oportunidades e, admitamos, desígnio Cósmico e Divino, já se impuseram no panorama literário, brindando-nos com a sua voz poética privilegiada e contribuindo com o seu verbo para o aprimoramento da sensibilidade humana.
Desta vez, o desafio foi mais longe. Foi proporcionar-lhes o ensejo de verem as suas vozes impressas no papel, nesse bordado mágico, por vezes hipnótico, do incomparável instrumento de cultura que é o LIVRO. Isto, no prosseguimento da sua linha iniciática de divulgação virtual, através do site http://groups.msn.com/ECOS DA POESIA, por si idealizado e gerado, para acolher em amor e fraternidade os fiéis adeptos da deusa Poesia.
Para Victor Jerónimo, para sua esposa, Mercedes Pordeus, e para todo o restante “staff” de apoio ao ECOS DA POESIA, o nosso muito e muito obrigado! Convosco estará eternamente o nosso carinho! A nossa gratidão vai também para o ilustre poeta Celso Brasil, director da Editora Abrali, que tornou possível a realização deste sonho. Para os poetas, nossos irmãos, que formam o imprescindível corpo desta obra, os nossos aplausos e os votos de valor reconhecido e engrandecimento futuro.
Que a todos Deus proteja e cumule de bençãos!
Nesta Antologia, todos caminharão de mãos dadas, os mais e os menos conhecidos, mostrando ao mundo que a Poesia não só é a arte mais nobre da literatura, como é, também, aquela onde mais se evidencia a pureza de sentimentos, no repúdio pela injustiça, pela opressão dos fracos, pela ambição do poder, pela diferenciação das classes sociais. Aquela que mais arduamente pugna pela igualdade dos direitos humanos, cívicos e sociais, e pela defesa das nossas crianças, vitimizadas pela fome, pelas condições de sobrevivência sub-humanas e, como se já não bastasse, expostas na sua inocência ao prazer libidinoso dos homens-Bestas.
É preciso mostrar ao mundo que a Poesia não é só lirismo, exercício intelectual, passe de ilusionismo encantatório; foz onde desaguam rios de amores incompreendidos, confessionário de paixões frustradas, muros de lamentos de solidão. É preciso mostrar ao mundo que a Poesia é literatura, sim, mas é também Amor, Fraternidade, Solidariedade e, principalmente, Grito e Denúncia.
O poeta sempre foi, e continua a ser, um idealista, um guerreiro, que, semelhante a um D. Quixote lutando contra moinhos de vento, empunha a Palavra como arma, para continuar a travar uma remota e morosa batalha por um Mundo melhor. Quem sabe, um dia, os senhores da guerra não se renderão à Paz gritada pelos poetas…
Como uma apaixonada que sou pela Poesia, só poderia terminar estas minhas breves palavras com um apontamento poético.

Seja escrita ou falada
Seja rimada ou cantada
A Palavra é milagrosa…
Tão milagrosa que a gente
A manipula e a sente
Como arma poderosa

E para todo o poeta
A Palavra é a dilecta
E eterna amante fatal…
E o poeta quando parte
Só deixa como estandarte
A sua amante imortal!


Viva a Palavra! Viva a Poesia! Que a nossa Antologia seja mais um Grito!

Carmo Vasconcelos
Lisboa, 2004-12-13

 

 

“Na Pele da Poesia”

Luiz Gilberto de Barros
(Luiz Poeta)

 

AFLORANDO UM PREFÁCIO PARA O LIVRO
“NA PELE DA POESIA”, DE LUIZ GILBERTO DE BARROS


(LUIZ POETA)

A primeira dúvida que se me põe é se “Na Pele da Poesia”, de Luiz Gilberto de Barros, precisaria de um Prefácio. Quem não conhece Luiz Poeta (pseudónimo do autor), o Poeta, Músico e Cantante, o Homem de Letras e Professor, entre muitas outras actividades e Artes?
Escrever sobre esta personalidade tão rica só pode ser um acto de Amor, nunca um documento crítico técnico/literário, que sempre seria uma pálida sombra a testemunhar o extraordinário pendor literário, artístico e humano deste autor tão prodigiosamente multifacetado.
Um acto de Amor foi também, decerto, a sua solicitação para colocar palavras minhas no seu Livro. Isso me encheu de uma temerosa alegria e, simultaneamente, de um inegável orgulho pela honra de, humildemente, integrar a sua obra. Não conheço Luiz Poeta fisicamente, mas a simbiose afectiva gerada entre nós, virtualmente, através da escrita que ambos perfilhamos e amamos, bem como da sua música e ímpar personalidade expressa através de ambas as artes, permite-me dizer que o considero uma alma experienciada, transportadora de mil vivências preciosas que, ao longo de muitas vidas terrenas, foram polindo um diamante desde a sua forma primordial até à jóia de pureza, irisada de mil fulgores, que se alberga no Homem que hoje temos o privilégio de conhecer.
Os primeiros vocábulos que me afloram à mente ao evocar Luiz Poeta são: sensibilidade, altruísmo, amor universal, humildade. Toda a sua Poesia é reflexo desta panóplia de sentimentos que, coroados por uma inspiração invulgar e um verbo impecavelmente lapidado, acutilante e pleno de sabedoria, nos oferecem uma obra poética digna de alinhar com os melhores Mestres de ontem e de hoje. Não há comparações a fazer entre este autor e outros. Atrevo-me a dizer que ele absorveu o raio mais luminoso de cada um dos iluminados, tornando-se um feixe iridiscente incomparável.
Luiz Poeta nasceu no Brasil, mas no seu sangue corre a seiva dos antepassados portugueses. Nos seus arquétipos vibram duas Pátrias geradoras de mártires e heróis, de vates e trovadores, rebeldes e inconformados com as injustiças sociais e a desumanidade assente no poder e na ambição sem limites. Uma mistura consanguínea e memorial, só por si, prodigalizadora dos caracteres mais nobres, das mais elevadas aspirações ideológicas, esgrimidas ao longo de séculos pela espada e/ou pela pena.
Isto, obviamente, não é tudo o que é possível extrair da obra de Luiz Gilberto de Barros. É apenas o que eu vislumbro com os olhos da alma e do coração.
“Na Pele da Poesia” ou “A Poesia na Pele”? ... Deixo para os leitores a resposta, já que a obra de Luiz Poeta será muito mais eloquente do que eu e do que a emoção me impediu de expressar.

Carmo de Vasconcellos
Lisboa/Portugal

11 de Junho de 2007

 

“Mistérios del Corazón”

Cristina Pilan Oliveira

 

Apresentação do E-Book “Mistérios del Corazón”,
de Cristina Pilan Oliveira

 

Fazer a apresentação do livro “Mistérios del Corazón”, de Cristina Pilan Oliveira, é uma honra da qual me orgulho. Maior foi o prazer de o ler!
Neste belo livro, a autora traduz sentimentos com uma força envolvente e coloca-nos frente a personagens que parecem ter vida, pois nos arrastam às suas próprias vivências. A Poesia de mão dada com a Prosa reforça a atmosfera simbiótica entre o Real e o Irreal, fazendo-nos viajar ora no concreto ora no imaginário, pulando entre a História da velha Civilização Egípcia e a Mitologia Grega.
Com Cristina Pilan vamos numa expedição onde pisamos os caminhos da sabedoria, da aventura e da beleza, num discurso fluente que nos arrasta pela ficção, plenamente enleados com a imaginável veracidade de factos e personagens.
A magistral tradução de Alberto Peyrano, um nome que dispensa adjectivos, deu-lhe o toque poético e caloroso da sua língua-mãe. A Del Nero Virtual Bookstore deu-lhe a beleza que gera aquela atracção ao primeiro olhar.
Em suma, um livro a não perder, um verdadeiro talismã, indispensável em qualquer estante virtual.

Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal
28/10/2005

Livro de Visitas