CARMO VASCONCELOS

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« ISABEL FURINI; CARMO VASCONCELOS E O AMOR PELAS LETRAS »
6 de janeiro de 2015

 

Nossa entrevista é Carmo Vasconcelos, escritora, poetisa, declamadora, tradutora, revisora literária e divulgadora cultural. Uma mulher que dedicou a sua vida ao trabalho literário. Carmo nasceu em Lisboa (Portugal), onde reside. É autora de vários livros – romance, ensaios, poesia – e detentora de vários prêmios e menções honrosas em Portugal e Brasil. É Directora Cultural da Revista eisFluência e das Antologias LOGOS do seu site FÉNIX (Portugal) , Chanceler Cultural para Lisboa/Portugal, do M.U.C. – Taubaté- Brasil, Diretora-Adjunta e Coordenadora Cultural Nacional para Portugal da Revista Litteramundo do MUC, Membro Vitalício da International Writers end Artists Association – IWA, Toledo, Ohio, USA.

Carmo, quando surgiu seu interesse pela literatura?
C.V. – Cedo se manifestou em mim, o amor pelas letras, principalmente através da leitura. Ainda muito jovem, num tempo em que não havia TV nem Computador, desde os clássicos aos contemporâneos, prosadores e poetas, eram os meus companheiros preferidos. E jamais esqueço a literatura que marcou a minha adolescência: dos estrangeiros, Stefan Zweig, Emile Zola, Françoise Sagan, Alberto Moravia, Stendhal; dos portugueses, Eça de Queiroz, Almeida Garrett, José Régio, Camões, Antero de Quental, Florbela Espanca, Camilo Pessanha, entre outros. Mais recentemente, detenho-me mais na literatura de cariz espiritualista e comportamental: Unamondo, Tagore, Kipling, Hermann Hesse, Montaigne…

Cite, por favor, cinco livros que você ame e fale um pouco deles.
C.V. – Cinco livros que eu ame, só? Mas eu amo todos… Rsss. Cito alguns: “Siddartha”, de Hermann Hesse; “A Busca do Graal”, de Earte Motte; “Amor e Pedagogia”, de Miguel de Unamuno; “A Casa e o Mundo”, de Tagore; “Ensaios”, de Montaigne.
Falar deles seria exaustivo. Melhor lê-los.

Você é vice-presidente da revista virtual “eisFluências”, como foi o início da revista, quem escolheu o título e qual é o significado de eisFluências?
C.V. – Não sou vice-presidente da Revista eisFluências porque não temos essa designação na nossa ficha técnica. Sou a Directora Cultural desde o início da Revista há 5 anos (Outubro de 2009) .Cabe-me a busca e selecção dos autores, os contactos, a escolha dos textos, enfim, todo o intercâmbio necessário para a produção e edição literária. O início da Revista foi quase uma brincadeira que foi prosseguindo depois como um desafio, e hoje é um dever para com todos os escritores e poetas que em nós acreditam e que gentilmente nos confiam os seus trabalhos literários. A ideia foi construída em conjunto com um casal de escritores e poetas amigos, residente no Recife (Victor Jerónimo e Mercedes Pordeus). Morando eu em Lisboa, podíamos reunir autores brasileiros e portugueses, o que daria (e deu) lugar a uma Revista Cultural luso-brasileira. Conversamos e, depois de várias sugestões, assentamos no nome escolhido por mim (isto, para responder à sua pergunta de quem escolheu o nome). O significado de “eisFluências” é pois como uma apresentação de oferta aos leitores (eis) dos vários sentires e inspirações que fluem dos autores (Fluências).

Quais são os projetos da área de literatura para 2015.
C.V. – Bem… 2015 mal acabou de nascer. De momento, pretendo apenas intensificar este nosso trabalho de divulgação de autores, talvez com novas iniciativas. Quanto às minhas obras pessoais, elas ir-se-ão desenhando ao ritmo da inspiração do momento. Mais tarde, talvez um livro da minha obra completa.

Carmo, por favor, fale sobre seu trabalho literário.
C.V. – Meu trabalho literário foi-se desenvolvendo a par e passo, a um ritmo cadenciado e natural comparável aos ritmos da natureza inerentes a cada ser. Sempre amante das letras, aprofundei a língua portuguesa e, lateralmente, as línguas francesa e inglesa. Mais tarde, dediquei-me à tradução e revisão literária de vários autores portugueses e estrangeiros. Isto, a nível de trabalho profissional. Quanto à minha escrita pessoal, foi-se desenvolvendo, oculta e silenciosa, a um nível interior, semelhante a um bolbo subterrâneo que só aparece à superfície quando finalmente está maduro. Ou, como o lento e misterioso caminho da crisálida a borboleta que, por fim, abre as asas e voa. Como digo no meu pequeno poema: “Para tudo um tempo certo/o momento inadiável/a pétala que cai fatigada/o fruto que tomba maduro/o poema que irrompe/definitivo.”.
Embora a prosa me seja cara também – escrevi até um romance em 2 volumes: “O Vértice Luminoso da Pirâmide” e vários ensaios de cariz místico/filosófico – a minha paixão centra-se na poesia, com um livro de poemas editado em papel no ano 2000 e, posteriormente, 19 livros de poesia digitais. Todos patentes no meu site FÉNIX, bem como a minha biografia, publicações, traduções, etc., em:

http://www.carmovasconcelos-fenix.org/CV-indice.htm

Hoje, após 18 anos de escrita e divulgação pessoal, sigo as mesmas paixões literárias pela leitura e pela escrita, divulgando outros escritores e poetas através da Revista eisFluências, das Antologias LOGOS, das Colectâneas de Arte e Literatura (individuais) e, recentemente, da Revista “Litteramundo” do Movimento União Cultural (do Brasil) que, em conjunto com o meu marido, Henrique Lacerda Ramalho (ele é o Web Designer das nossas edições), fazemos gratuitamente por amor às Letras e outras Artes e também aos prezados autores. Todas alojadas no nosso site FÉNIX. (ver no mesmo link acima)

http://www.carmovasconcelos-fenix.org

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