Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

TERE PENHABE

INICIAL RESPOSTA  
CV -INDIFERENÇA TP -CAMINHAR PARA O ESQUECIMENTO
HRN -DILEMA
27-07-2007
CV- SONETO AO MEU NAMORADO TP - NOSSOS ESTROS 14-02-2008

 

 

I

 

INDIFERENÇA
Carmo Vasconcelos


Já não é tarde nem cedo…

É o tempo exíguo de um suspiro
da inquietude de um momento
Já não me ferem
a voz cruel do inacessível
nem o eco mudo das paixões

É o tempo sem medida
da memória que se apaga

Na sábia e Divina metamorfose do ser
retomo o silêncio perdido
visto a indiferença pelo absurdo
e caminho
caminho para o esquecimento

Carmo Vasconcelos
In "Geometrias Intemporais"
Lisboa/Portugal/Ano 2000

 

 

 

 

 

 

CAMINHAR PARA O ESQUECIMENTO
Tere Penhabe


No esquecimento, sei que encontrarei a paz
que tanto almejam os seres humanos
mas inadvertidamente nunca a encontram
porque a buscam sempre com afrontas.

A paz é o desenlace de mim mesma
quando decido ir em frente, nunca casualmente
e me despojo de todas as dores e mágoas
como se à beira de um rio, eu as jogasse n'água.

Abraço então o esquecimento e suplico que me acolha
que acolha meus pensamentos, todo e tanto tormento.
Então eu vejo... a nuvem da paz se aproximando
um novo caminho me apontando... tenho que ir...

Porque se ficar, sangrarei a alma e o coração até morrer
e nunca, em tempo algum, irei entender a verdade
os tantos porques que povoaram a vida
os sentimentos que se tornaram nulidade...

Caminhar para o esquecimento...
de braços abertos e alma pura, é grande ventura!
É a dádiva maior, que só os que merecem a tem
os que viveram cuidando para nunca ferir ninguém...

e se feriram, não se envergonham de pedir perdão,
que nunca é tarde nem cedo, como disse a poeta:
- a hora é essa!

Tere Penhabe
Santos
27.07.2007

   

DILEMA
Humberto – Poeta


Não há suplício, nem tortura extrema
que este meu peito exausto não açoite,
nem mal que o pensamento não afoite,
nem bem que solva meu crucial problema.

Então me dizes: “ Já que a vida foi-te
cruel martírio de uma dor suprema,
distrai-te, esquece-me... vai ao cinema
e outra acharás... até num baile à noite”.

Não, isso é inútil, pois ninguém esconde
a mágoa surda de perder-se alguém
que ao nosso anseio já não corresponde.

Buscar em quem, um novo e intruso bem?
Fugir... mas como? Pra ir sofrer aonde?
E voltar quando? Pra chorar por quem?

Humberto – Poeta

 

 

II

14 de Fevereiro
DIA DOS NAMORADOS (Em Portugal)

 

SONETO AO MEU NAMORADO
Carmo Vasconcelos


Jamais pensei voltar a ser amada
Nem amar eu com tal intensidade
Dum grande amor vivia na saudade
E de tédio minh’alma era assombrada

Chegaste, meu amor, e eu me extasio
Perante o sacro milagre inesperado
Que te trouxe a mim como anjo alado
Calor d’asa que agasalhou meu frio

És terno e gentil, meu bem-amado
Mente sã, coração apaixonado
Poeta altivo que em versos me dás cor

Sem ti... Seria a poeta esmaecida
A mulher de desejo desprovida
Não me deixes, por Deus, sem teu amor!

Carmo Vasconcelos
14 /Fevº/2008

NOSSOS ESTROS
Tere Penhabe


Abono o pensamento, Poetisa!
Sem vacilar ou sem hesitação,
Pois cada verso que a alma analiza
Sem duvidar, vê o meu coração.

Chegou também pra mim um amor de brisa,
Longe o suficiente da ilusão,
Desses que todo mundo quer, precisa,
E Deus me trouxe na palma da mão!

Mas lendo descrição do teu amado...
Minh'alma se retrai de dor, contrita,
Dize-me pois, que é vã minha desdita...

Que Deus não repartiu nosso legado...
E para qu' eu não me torture à esmo:
- Oh céus!... Quem prova que não é o mesmo?!

Tere Penhabe
Santos, 14.02.2008

 

 
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