Carmo Vasconcelos

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MARISE-RIBEIRO

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INICIAL RESPOSTA    
MR - DESILUSÃO CV - DESILUSÃO 10-05-2005  
CV - LIQUEFAÇÃO MR - FLUIDIFICAÇÃO 10-02-2008  
CV - POETA - PÃO MR - POETA - TRIGO 22/04/07

 

 

I

 

DESILUSÃO
Marise Ribeiro


Vou imolar minha alma
no altar da solidão
e então baterei palmas
para essa decisão.

Os dias ensolarados
irão se tornar negritude
e os desejos inesperados
enfrentarão essa atitude.

Vou lastimar-me da vida,
vivendo-a de um jeito torto
e a alma ressentida
tentará voar do meu corpo.

Vou prendê-la por castigo
para aprender a amar
talvez um dia ela volte
de novo a se aventurar.

Marise Ribeiro

 

DESILUSÃO
Carmo Vasconcelos


Julguei encaminhar-me
para um Porto de Desejos...
Viris
os contornos estavam lá...

Rompi o nevoeiro
e atraquei
levando comigo
sofreguidão de beijos

Viris
os contornos avistados
esfumaram-se
varridos pela língua das marés
que os não deixaram ser

Gelei na boca o beijo
petrifiquei abraços
e rumei
em busca de outro cais

Carmo Vasconcelos
10/05/05

 

II

 

LIQUEFAÇÃO
Carmo Vasconcelos



Enterro a tristeza em escombros
E do pó busco a alegria
Ao calor dum novo dia
Derreto o chumbo dos ombros

Desfeita a melancolia
Abro a porta dos segredos
Ponho a verdade nos dedos
Sem luvas de fantasia

Líquida e branca me dou
Mosto velho de vivências
Do meu cálix escorrido

Néctar dum Carma medido
Entre bênçãos e carências
Dou-vos o vinho que sou!

Carmo Vasconcelos
10-02-2008

FLUIDIFICAÇÃO
Marise Ribeiro



Por ser líquida e transparente
Mostro-me em carne e alma
As virtudes deito-as no poente
Os defeitos amanhecem com calma.

Delineio-me sem medidas
Deixo-me explorar no cerne
Mas não sei o que vive às escondidas
Pois permito que a solidão me governe.

Vou me tornar opaca
Escurecer-me por descuido
Apagar meu forte traço

Quem sabe um brilho se destaca
E ao tornar-me apenas um fluido
Faça-me notar no espaço.

Marise Ribeiro
07/01/06

 

 
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