Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

LUIZ POETA

INICIAL RESPOSTA  
CV - RECOLHIMENTO LP - QUANDO A SOLIDÃO NÃO TE REPARA

24-11-2006

 

RECOLHIMENTO
Carmo Vasconcelos



Hoje sou aquela… a que sepulta
Palmas, louvores, risos, ironias
Quero santos ofícios, elegias
Abrir a sacra catedral oculta

Quero sinos tocando a rebate
Eco de meus lamuriosos ais
Quero beber as mágoas dos mortais
Alimentar a dor que em mim se abate

Ser surda a qualquer hino de alegria
Ajoelhar em réquiem de finados
Dar campa aos meus amantes desamados

Carpir a vida breve e fugidia
Pôr luto pela morta felicidade
E recolher-me em ti… nesta saudade

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal/2005

QUANDO A SOLIDÃO NÃO TE REPARA
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) - Luiz Gilberto de Barros
Às 21 h e 41 min do dia 24 de novembro de 2006 do Rio de Janeiro, Brasil

Especialmente para a talentosíssima escritora Carmo Vasconcelos


No exato instante em que tu páras
Para relembrar, silenciosa,
Uma vida alegre e prazerosa...
Da dor das lembranças, logo saras.

No exato instante em que separas
Das reminiscências tuas dores,
Os teus mais ocultos dissabores
Perdem-se no espelho em que te encaras.

Logo, no silêncio de outra cara
Plena de olhares de soslaio,
Voas nesse teu cavalo baio
E o teu mundo... inteiro... logo pára.

Tua solidão, por mais avara,
Não resiste à sensiblidade
E ante o esplendor de uma saudade
Expulsa o furor que a dor cobrara.

Então, dessa dor que se soltara
Quando um sonho tênue advindo
De um amor antigo e muito lindo
Que uma lembrança liberara...

Outra dor reluz, de forma rara,
E a sua essência... prazerosa
Flui como o orvalho sobre a rosa
Que a fantasia recriara.

Assim é o teu sonho, minha cara,
Torna o teu sublime coração
Muito mais que uma recordação,
E a solidão...nem te repara.

Luiz Poeta
24-nov-2006

 

 

 

 
Livro de Visitas