Carmo Vasconcelos

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Com :

LAURO KISIELEWICZ

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INICIAL RESPOSTA    
ES - E O PALHAÇO CHORA CV - PALHAÇOS
LK - POETA PALHAÇO
----08-2008  
CV - A PALAVRA LK - A FORÇA DA PALAVRA

16-06-2008

 
CV - UTOPIA LK - UTOPIA 17-04-2.008

 

 

I

 

E O PALHAÇO CHORA
Eugénio de Sá


Chora-lhe a alma enquanto os olhos riem
é assim o palhaço original
vertendo da existência o pior mal
no âmago de si, sem outros o sentirem

E na dor mergulhado, finge ser
da hilaridade o seu senhor
mas fica-lhe a tristeza por penhor
vergando-lhe ao desgosto o padecer

Na pobreza das vestes é grotesco
desfigurada a face à alquimia
querendo tornar veraz sua alegria
que lhe acentua o esgar quase dantesco.

Mas se o cobre riqueza bijouteira
e a alvura lhe manda na aparência
perante a contradição da evidência
quase aflora a demência tal bobeira.

Eugénio de Sá
Brasil
Agosto/2008

PALHAÇOS
Carmo Vasconcelos


Palhaços temos de ser
nesta comédia encenada
onde a vida é uma charada
difícil de resolver

E se a rir representamos
no palco da existência
a sós, voltamos à essência
das mágoas que ocultamos

Lágrimas lavam as cores
dessa máscara que usamos
mas de novo nos pintamos
de alegres não sofredores

Porém, os olhos não mentem
são da alma as janelas...
e uma vida sem estrelas
não há risos que sustentem

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
Agosto/2008

 

POETA PALHAÇO
Lauro Kisielewicz


No meu dia a dia
assim como no de todos nós
mergulhado em dívidas
que ninguém quer dividir..
vendo a miséria de muitos,
pois poucos recusam repartir
o muito que lhes sobra e apodrece...
Ninguém merece!
É muita dificuldade,
para chegar na faculdade,
pode-se passar na frente,
morrer como indigente
para ter o corpo examinado
na faculdade de medicina,
ou mendigar ali na esquina,
escancarando boca de um dente só
em um sorriso de fazer dó
no meio da face coberta de pó
e o povo ainda ri
ri dos outros,
ri de tudo, e de si mesmo...
vivendo a esmo.
resistindo a tudo
achando graça da fome
revirando lixo fedorento
em busca de "nova" indumentária
ou mesmo de seu sustento
sem que a Vigilância Sanitária
atente para esses momentos...
É preciso ser de aço
quem sabe, um poeta palhaço
para rir da própria desgraça
de vida dura que passa
a cada dia, a cada passo,
sem desistir de encarar
um novo dia, cópia do anterior,
sem teto, sem alimento, sem amor...
só mesmo sendo de aço...
ou quem sabe... um poeta palhaço...

Lauro Kisielewicz
14/Nov/2.004

 

II

Hieróglifos cursivos no Papiro de Ani (Livro dos Mortos)

 

A PALAVRA
Carmo Vasconcelos


Seja escrita ou falada
seja rimada ou cantada
a palavra é milagrosa
tão milagrosa que a gente
a manipula e a sente
como arma poderosa

Ela é desprezo e amor
estrume, pólen e flor
estrela, lama e chão
pacifismo, violência
pornografia, inocência
praga e também oração

É perfídia, honradez
abnegação, mesquinhez
raiva, beijo e ciúme
também é água da fonte
maré, abismo e ponte
degelo, paixão e lume

Por vezes é alimento
é sol, chuva, fermento
que sustenta e aduba
por outras é sofrimento
luxúria, vício, tormento
e açoite que derruba

Com ela o mundo se espanta
por ser satânica e santa
bálsamo e droga infecta
guilhotina e perdão
liberdade e prisão
vómito de boca abjecta

Pode ser batalha ou trégua
conforme a bitola e régua
do espelho da consciência
também é rosa e espinho
cardo, jasmim e carinho
escravidão, independência

Ela é freira, meretriz
pântano, pomar, raiz
pureza e poluição
é profana e sagrada
afago e chicotada
desavença e comunhão

Mas para mim é um fogo
e um mar onde me afogo
eternidade e momento
êxtase, estupefacção
poema, contemplação
bailado do pensamento

E para todo o Poeta
a palavra é a dilecta
e eterna amante fatal
e o Poeta quando parte
só deixa como estandarte
a sua amante imortal!


Carmo Vasconcelos
Lisboa / Portugal
04-05-2008

A FORÇA DA PALAVRA
Lauro Kisielewicz
( 17/Jul/2.005 )


A palavra tem uma força descomunal...
Contém uma energia, sobrenatural...
Tanto agride e desconcerta
Quanto consola na hora certa...
Mal usada desencaminha e destrói
Bem aplicada, orienta e reconstrói...
Precipitada, magoa e ofende
Refletida, é escudo que defende...
Pode muito mais do que se imagina,
Deprime, mas acaba com a rotina;
Desfaz crenças e desperta a Fé;
Desencaminha e também orienta;
Liberta, aprisiona, apascenta...
Propala engodo, mostra verdade...
Expressa ódio, indiferença, calor
Liberando a energia nela contida
Podemos modificar nossa vida,
Externando positivamente
De forma clara e consistente
Que queremos, podemos e devemos
Viver em Paz e com Amor!
Crendo, realizar-se-á,
Pela força que na Palavra há!

Lauro Kisielewicz
16-06-2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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