Carmo Vasconcelos

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JOAQUIM  MARQUES

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INICIAL RESPOSTA    
JM - O MEU PAÍS CV - O MEU PAÍS 13-7- 2011  
ES - Ah! PORTUGAL, PORTUGAL CV- Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
JM -Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
HRN - Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
04-02-2009  
JM - SIMPLES PREITO ES - À MEMÓRIA DE ARY DOS SANTOS
CV - POETA, PÁSSARO, MENINO
18-01-2009
CV - MARÉS DA VIDA AB - MARÉS DE AMOR
JM-VIDA E MARÉS
HRN - REVERSOS DA VIDA
HSS - PAPEL AMARROTADO
18-05-2012

 

 

I

 

O MEU PAÍS
© Joaquim Marques


Eu nasci num país onde o alvor
De levante, chega bem cedinho.
A Natureza bela é sequencial...
Enquanto gorgeia cada passarinho
Raios de Sol, beijam com carinho
O céu deste meu lindo Portugal.

Eu nasci num país onde há jardins
Com as mais belas e odoríferas flores.
Nas suas pétalas escrevo meus cantos
Perfumados com histórias d'amores
E os feitos de bravos navegadores
Desta pátria de heróis e de santos.

Eu nasci num país beijado pelo mar
De onde para Ceuta, naus, partiram
Sulcando águas de mares profundos.
Heróicos marinheiros, a tudo resistiram
E, guiados pelo Infante, descobriram
Terras... que são hoje, novos mundos.

Eu nasci num país pequeno, mas ufano
Das façanhas, de seu povo, reza a história
Mas seu timbre é nobre, hospitaleiro e leal.
Tantas foram as conquistas levadas à vitória
Que cobriram seu estandarte de glória!...
Este cantinho onde nasci... É Portugal!

© Joaquim Marques
Porto
13-7- 2011

O MEU PAÍS
Carmo Vasconcelos


Amo estas margens onde o mar se deita
E onde espargi de mel a tenra infância,
Terra cujo perfume me deleita,
E a cor aos olhos meus é cintilância.

Quero alçar-me às colinas da memória,
Aos castelos de sonho que a bordejam,
Ser pedra, testemunha de ida glória,
Sal eterno das ondas que a cortejam.

Para ver cada flor do seu jardim
Renascer num futuro promissor,
De seiva colorida ao tom do amor;

E cada coração ter do jasmim
A alva cor da igualdade fraternal,
A levantar do chão meu Portugal!

Lisboa/Portugal
Carmo Vasconcelos
Dezº/21/2010

 

 

 

 

 

 

 XVII

 

I

Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
Eugénio de Sá (Athos)


Ah! Portugal, Portugal,
como podes continuar
a eleger e aturar
quem te afoga em tanto mal?

Quisera eu conhecer
que a gente do meu país
vivia alegre, feliz
sem fome, sem padecer.

Que os velhos fossem achados
figuras a resguardar
protegidos e cuidados;

E que olhariam o mar
com sorrisos estampados
de quem o voltou a amar.

Eugénio de Sá (Athos)
S.José do Rio Preto/Brasil
Fevº/04/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II

AH! PORTUGAL, PORTUGAL
Carmo Vasconcelos (Aramis)


Ah! Portugal, Portugal
quisera eu ver também
que acabasse o arraial
dos inflados zés-ninguém

Falsos donos da verdade
verdade que lhes convém
falam com tanta vaidade
mas não convencem, porém

Gastos já estão seus discursos
duma melhor progressão
não passam d'inchados ursos
com penas vãs de pavão

E as crianças sem escolas
aquecidas no Inverno
carregam gelo e sacolas
pra aprenderem num inferno

E os velhos que foram braços
construtivos no passado
recebem trocos escassos
em pensões de mel-coado

Haja fé e paciência
futebol e eurovisão
pra calar a incongruência
que envergonha esta Nação

Somos de costumes brandos
reclamamos em gemidos
urge que os surdos nefandos
ouçam brados destemidos

Que voltem Athos e Porthos
Aramis e D'Artagnan
espadeirando ventos tortos
para brisas de amanhã

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
Fevº/04/2009

     

III

Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
©Joaquim Marques (Porthos)


Ah! minha Pátria querida
Onde tens os amigos afinal?
Uns parecem estar de partida
Para irem foliar no Carnaval!...

Será que os vindouros são iguais?
Serão teus amigos de coração?
Ou serão os futuros carnavais...
Que vais ter, Portugal, nobre nação?

Em que confusão estás metida...
Tantas promessas, sem ter solução
E tantos portugueses sem ter pão!

Venham mosqueteiros, nobres, leais!
Bradai ao Mundo vossos ideais...
Portugal é pequeno mas é nação!

©Joaquim Marques
Porto/Portugal
Fev.º /04/2009

 

 

 

 

 

 

 
 

IV

AH! PORTUGAL, PORTUGAL
Humberto Rodrigues Neto (D'Artagnan)


O peito sinto repleto
de sentimentos soezes,
pois também sou filho e neto
de pai e avós portugueses!

Me espanta ver Portugal
transformado num covil
de mandantes sem moral,
tais e quais os do Brasil!

Que diriam Vasco da Gama,
Serpa Pinto, Afonso Henriques,
desse imenso mar de lama,
de conchavos e trambiques?

Que adiantou Sancho II
varrer o dominio mouro,
se hoje reina um vagabundo
que esbulha o pátrio tesouro?

Cambada de mafarricos,
que em raivas mil me consome:
canalhas ficando ricos
e a plebe morrendo à fome!

Mosqueteiros de alma acesa,
será vosso o meu afã!
Juntai, pois, à vossa empresa
a espada de D'Artagnan!

Humberto Rodrigues Neto
São Paulo/Brasil
Fev.º /05/2009

 

 

 
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