Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

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Com :

J.R.CÔNSOLI

INICIAL RESPOSTA  
JRC - AMOR CV - AMOR 14-11-2010
JRC - AMOR GRAMATICAL CV - A GRAMATICA DO AMOR 12-05-2009

 

 

I

Salvador Dali

 

AMOR
J.R.Cônsoli


Dizem que o amor é chama que se apaga,
Mas eu, com meus botões, não acredito,
A chama, qualquer vento a torna vaga...
Amor segue com a gente pro infinito.

O Mundo gira, tudo muda, enfim...
Somente a luz perpétua permanece,
O amor é eterno, é luz que não tem fim...
Quem muito amou decerto nunca esquece.

O amor é raio de luz que ameniza,
É pétala de flor beijando a brisa,
É um rasgo de alegria que envereda.

Ele nos cinge com grilhões de seda,
Nunca aprisiona a nossa liberdade,
TEM PERFUMES E SONS DE ETERNIDADE.

J.R.Cônsoli
Brasil
20-03-2010

AMOR
Carmo Vasconcelos


Que o amor é chama breve, diz quem não
Sentiu queimar na pele esse calor,
Que mesmo quando esfria, recende a dor
Da viva cicatriz no cor
ação.

E é mais forte esse amor que resvalou
Por vagas insuspeitas, alterosas,
Do que aquele que em ondas amorosas
Sereno, ao nosso lado navegou.

É chama que distante não se afaga,
Mas brilha iridescente e não se apaga
Mantendo aceso o nosso sentimento...

Brilho que anula a luz do entendimento,
E porque inatingível se agudiza,
FAZ-SE PERENE EM NÓS - E SE ETERNIZA!

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
14/Novº/2010

 

II

Vénus, Mercúrio e Cupido -  Chaperon, 1612

 

AMOR GRAMATICAL
J.R.Cônsoli


Do teu amor fui objeto direto,
o verbo ter de tuas exigências,
quis ser preposição pra ser correto,
só consegui ser mesmo reticências.

Continuei co’ amor mais que perfeito,
pensando chegar salvo ao infinitivo,
sem me afastar um ponto, e desse jeito,
aprender como agir no imperativo.

Depois das reticências fui sinal,
passei por vírgulas, fui exclamação!
Depois bateu-me a interrogação...

Meu verbo ser então ficou oculto,
o zeugma fez com que virasse um vulto,
e a história se acabou... ponto final!

Brasil
J.R.Cônsoli – 12-05-2009.

A GRAMATICA DO AMOR
Carmo Vasconcelos


O Amor é substantivo abstracto
Porém tão real na sua abstracção...
Não tem gosto nem cheiro, sequer tacto
Mas dói dentro de nós até mais não

Dói na ânsia, na dúvida, na espera
Na ausência do prazer e em saudade
Esvai-se se o prendemos, qual quimera
E esvoaça se lhe damos liberdade

Ufano, nos reporta sem valor
Se o mimamos amorosos demais
E à mão nos vem comer se o ignoramos

Reveja-se a gramática do Amor
Que sejam suas leis consensuais
Concreto... Se leais o conjugamos

Lisboa/Portugal
04/06/2007

 

 
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