Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

HUMBERTO SOARES SANTA

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INICIAL RESPOSTA      
CV - A PALAVRA HSS - O BAILADO DAS PALAVRAS

23-10-2011

   
CV - HOJE COMO ONTEM... HSS - SILÊNCIOS ----01-2009    
CV - DORMINDO HSS - DEUSA E PASTORA 05-04-2008 Pág 2
CV - METAMORFOSE HSS - METAMORFOSE 03-11-2011 Pág 2
CV - MINHA POESIA HSS - O PARTO 22-06-2004 Pág 3
CV - TERRA INSEMINADA HSS - FASCINAÇÃO 28-02-2008 Pág 3
CV - MINHA RAIZ HSS - A ÁRVORE ?????? Pág 4
CV - MUSA AMADA HSS - FUGA DA INSPIRAÇÃO POÉTICA
SF - QUAL SERÁ MINHA MUSA CERTA?
AB - QUERIDA MUSA
19-10-2011 Pág 4
HRN - PÁSSARO SÓ CV - ASA-GÉMEA
JFM - MILAGRE DE ERATO
HSS - AMANTES
11-10-2011 Pág 5
CV - MARÉS DA VIDA AB - MARÉS DE AMOR
JM-VIDA E MARÉS
HRN - REVERSOS DA VIDA
HSS - PAPEL AMARROTADO
18-05-2012 Pág 5
ES - QUADRAS SOLTAS À VIDA CV - QUADRAS SOLTAS À VIDA
HRN -QUADRAS SOLTAS À VIDA
HSS - TROVAS
---01-2009 Pág 6
CV - CONSPIRAÇÃO ES - VOA MINHA POESIA
HSS - VIAGEM PELA POESIA
13-03-2008 Pág 6
ES - ESMOLA CV - ESMOLA
HSS - VEGETANDO
----------- Pág 7

 

 

I

 

A PALAVRA
Carmo Vasconcelos


Seja escrita ou falada, seja rimada ou cantada,
a palavra é milagrosa.
Tão milagrosa que a gente a manipula e a sente
como arma poderosa.
 
Ela é desprezo e amor, estrume, pólen e flor,
estrela, lama e chão;
pacifismo, violência, pornografia, inocência,
praga e também oração.

É perfídia, honradez, abnegação, mesquinhez,
raiva, beijo e ciúme;
também é água da fonte, maré, abismo e ponte,
degelo, paixão e lume.

 Por vezes é alimento, é sol, chuva, fermento,
que sustenta e aduba;
por outras é sofrimento, luxúria, vício, tormento
e açoite que derruba.

Com ela o mundo se espanta por ser satânica e santa,
bálsamo e droga infecta;
guilhotina e perdão, liberdade e prisão,
vómito de boca abjecta.

Pode ser batalha ou trégua, conforme a bitola e régua,
do espelho da consciência;
também é rosa e espinho, cardo, jasmim e carinho,
escravidão, independência.

Ela é freira, meretriz, pântano, pomar, raiz,
pureza e poluição;
é profana e sagrada, afago e chicotada,
desavença e comunhão.

Mas para mim é um fogo, e um mar onde me afogo,
eternidade e momento;
êxtase, estupefacção, poema, contemplação,
bailado do pensamento.

E para todo o Poeta
a palavra é a dilecta, eterna amante fatal !
E o Poeta quando parte, só deixa como estandarte
a sua amante imortal !
 
Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal

O BAILADO DAS PALAVRAS
Humberto Soares Santa


Vão bailando as palavras no papel
Em riscos bem traçados, ondulantes.
Umas deslizam doces como o mel,
Outras correm, nervosas, petulantes.

Desde o início, o princípio era a PALAVRA,
No meio está o HOMEM, no fim DEUS.
O pulsar da caneta dita e lavra
A rota da palavra, rumo aos Céus.

Na escrita uma palavra é riscada
Quando entra numa frase irreflectida.
Perigosa é a palavra que falada

Pode modificar toda uma vida.
Toda a palavra ao ser vocalizada,
Só volta como eco, à partida !
***
Cotovia-Sesimbra

Humberto Soares Santa
23/ Outº /2011

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

II

Guernica, Picasso, 1937 

 

HOJE COMO ONTEM...
(Poemas em tempo de guerra) 
Carmo Vasconcelos


Hoje os rios correm vermelhados de vergonha,
plúmbeos os céus, envergam traje de ímpar dor,
na atmosfera gaseifica-se o estertor,
poeira de sangue sem limite que se oponha.

É uma barbárie turbulenta que regressa,
a insanidade da feroz Roma de Nero,
a arena ignóbil do bestial exemplo fero,
a demoníaca atrocidade, ira pregressa.

Qual a que à morte condenou natos varões,
pra aniquilar a voz do Cristo Redentor,
chegado ao Mundo pra pregar a paz e o amor,
mote enjeitado por Herodes e vilões.

A mesma que, ímpia, conduziu à Inquisição,
injustamente, os desafectos, fés avessas,
e fez rolar na guilhotina mil cabeças,
sem vacilar um só momento em compaixão.

Hoje, motivos e razões tão divergentes,
vestem de igual a guerra, em sangue mergulhada,
 e capitula a Paz, às mãos da malfadada
carnificina que dizima os inocentes.

Novo Dilúvio venha à Terra! E que extermine
os vis demónios que a ambição trazem aos pés,
e nos devolva o Mundo, tal o que Deus fez,
um Mundo Novo que a violência recrimine!

 
Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
Janº/2009

SILÊNCIOS
Humberto Soares Santa


Regressam os silêncios já passados!...
Catacumbas romanas!... teologia !...
Preces !... odor da morte!... agonia
De véus cobrindo rostos já velados.

Os césares vão voltando, esses malvados
Filhos de falsos deuses!... vilania!
Os homens viram monstros !... Quem diria
Ver, Nero e Calígula, regressados.

Nas arenas do ódio, os gladiadores,
Derramam o seu sangue inocente
Por um regresso ao sangue de outras eras.

Espártaco !... Vês ?!... Voltaram os teus senhores !...
Cristo !... Olha !... Teu mundo está doente :
Há gritos de crianças junto às feras !

Humberto Soares Santa
Cotovia/Sesimbra/Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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