Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

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Com :

GLORIA-MARREIROS

 

INICIAL RESPOSTA  
AB - DESESPERO GM - DESESPERO 2
CV -QUEM SABE…
28-11-2011

 

 

XI

 

 

Desespero
António Barroso (Tiago)


Donde virá a dor que me entristece,
E a mágoa que, no peito, se amontoa?
Tristeza, sem motivo, não se escoa
Na lágrima furtiva que aparece.

Que seja um sofrimento que acontece,
Ou um pesar, bem fundo, que magoa,
Pode até ser desgosto que inda doa,
Recordação subtil que o sonho tece.

Não sei e nem procuro uma razão
P'ra ver o que me doi no coração,
Angústia que não finda na quimera.

Minha alma vive de recordações
E, enquanto, para todos, há estações
Em mim, já não encontro a primavera.

António Barroso (Tiago)
Parede/Portugal
27/11/2011

Desespero 2
Glória Marreiros


Eu sei o que é sentir a dor profunda,
que forma em nosso peito uma montanha
de enorme nostalgia, onde se apanha
a lágrima de sal, que não inunda.

É mágoa nova ou velha, mas corcunda
pelo peso do tempo e de tamanha
carga de sentimentos, que emaranha
o ser de já não ser, que em nós abunda.

Procurar a razão? Não vale a pena.
A vida pôs no palco a triste cena,
onde a saudade baila ao desvario.

Verões e primaveras não existem;
somente as estações, onde persistem
geadas a cobrir o nosso frio!...

Glória Marreiros
Algarve/Portugal
28/11/2011

 

Quem sabe…
Carmo Vasconcelos


Quem sabe donde vem a dor que fere
sem que se veja o quê dessa invasão
que sem premissa aporta ao coração
cravando-lhe essa mágoa que não quer…

Talvez um sonho antigo que interfere,
vingando a morte imposta pla razão,
vista de dor a atroz recordação
que o nosso peito toma de aluguer.

Mas como tudo, enfim, tem ida e volta,
recordação também de nós se solta,
quando ao presente brilha a realidade…

Que a vida traz em si mobilidade,
e o sentimento que era de aflição
vai-se e concede a paz ao coração!

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
28/11/2011

 

 

 

 
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