Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

FAHED DAHER

INICIAL RESPOSTA  
FD - SOLIDÃO CV - SOLIDÃO 24-10-2011
FD - VIBRAÇÃO CV - ÊXTASE ---07-2011

 

 

I

 

SOLIDÃO
Fahed Daher


Há tanta solidão, tanto marasmo
nesta existência de tanto atrapalho...
Já muitas vezes caminhando, pasmo,
sem ter certeza do melhor atalho.

Não me liberto no melhor orgasmo.
A sociedade fria é um ato falho
se do amanhã, que espero, já não plasmo
a aplicação melhor no meu trabalho.

Pensar fugir da solidão buscando
a vida mais social, e procurando
a bebida, o humor, vivendo a esmo?...

Como fugir da solidão? Só quando
a gente vai aos poucos se encontrando
no encanto de encontrar-se a si mesmo

Fahed Daher
Apucarana Pr./BR
24/10/2011

SOLIDÃO
Carmo Vasconcelos


Há tanta solidão, tamanho egoísmo,
neste caminho que se chama vida,
que apenas não se faz rota perdida
se lhe semearmos grãos d’amor e altruísmo.

Nem mesmo a anestesia do acto amoroso
liberta a minha mente desta ideia:
levar ao mundo o bem, como candeia
alimentada a verbo caloroso.

Como fugir da solidão na busca
do efémero prazer para a negar,
se ela é sombra que tudo o mais ofusca?

Só quando perscrutamos dentro em nós
vemos a luz capaz de a aniquilar:
- É nos doando… que não ficamos sós!

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
24/Outº/2011

 

 

II

Gravura japonesa erótica, da colecção privada de Picasso (Museu de Barcelona)

 

 

VIBRAÇÃO
FAHED DAHER



Seja você o sonho prazenteiro
ornamentando a vida do poeta.
Jamais se afaste, sou seu prisioneiro,
inclinado a sorve-la pôr inteiro,
ardentemente em fúria, mas discreta.

Quero suga-la, tê-la pele a pele,
unindo nossos peitos, nossas pernas,
olvidando se são ou não eternas
inspirações felizes, sensuais.
Quebre-se tudo que há pelo passado,
olhemos nosso pulso atormentado,
zonzo no ardor das vibrações carnais
 


FAHED DAHER
Julho/2011
Apucarana Pr./BR

ÊXTASE
CARMO VASCONCELOS



Eis que chego, irrompendo do seu sonho
e de nossas quimeras de poetas.
Pode soltar seu coro de trombetas!
Se é vontade sua ser meu prisioneiro,
eu serei o carcereiro que, risonho,
vai abrir-lhe vãos e fendas por inteiro,
pra que, ardente, me sorva sem grilhetas.

A liberdade já é sua, cela aberta,
desfrute-me sem medo, à descoberta,
acenda-se em meu corpo de mulher!
Quero sentir-me louca de emoção,
use dedos e boca, o que quiser,
e gozemos a glória da paixão
no êxtase da volúpia e do prazer!

CARMO VASCONCELOS
Julho/2011
Lisboa/Portugal

 

 

 
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