Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

Eugénio de Sá

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INICIAL RESPOSTA        
ES - A METAMORFOSE CV - A METAMORFOSE 03-02-2011 Pág,1   1
ES - FORÇAS DA NATUREZA CV - SE A NATUREZA GRITA... 28-12-2010 Pág.1   2
ES - FERVENDO, EM DÉCIMAS CV - FERVE AO POETA... EM DÉCIMAS ---12-2008 Pág.2 3
CV - IMITAÇÃO DE CRISTO ES - NOBIS PECCATÓRIBUS ---09-2008 Pág.2 4
ES - QUADRAS SOLTAS À VIDA CV - QUADRAS SOLTAS À VIDA
HRN -QUADRAS SOLTAS À VIDA
HSS - TROVAS
---01-2009 Pág.3 5
 CV - CARTA A BOCAGE ES -  EU BOCAGE NÃO SOU,
MAS SE EU O FORA...
------------ Pág.3 6
CV - TRAGO ROSAS NO PEITO ES - TRAZES ROSAS NO PEITO ----04-2009 Pág.4 7
ES - E O PALHAÇO CHORA CV - PALHAÇOS
LK - POETA PALHAÇO
----08-2008 Pág.4 8
ES - ESMOLA CV - ESMOLA
HSS - VEGETANDO
----------- Pág.5 9
ES - A ESPERA TEM LIMITES CV - A ESPERANÇA É PERSISTENTE... ----10-2007 Pág.5 10
CV - INCONSTÂNCIA ES - CONSTÂNCIA 06-10-2008 Pág.6 11
CV - AS MINHAS "MÃOS" MULTICOR ES -AS MÃOS 21-10-2008 Pág.6 12
CV - CONSPIRAÇÃO ES - VOA MINHA POESIA
HSS - VIAGEM PELA POESIA
13-03-2008 Pág.7 13
ES - FALA , LISBOA ! CV - AMAR LISBOA ------------ Pág.7 14
ES - DESGARRADA MINHOTA CV -DESGARRADA MINHOTA

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Pág.8 15
CV - CANÇÃO DA VIDA ES - CANÇÃO DA VIDA --------- Pág.8 16
ES - Ah! PORTUGAL, PORTUGAL CV- Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
JM -Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
HRN - Ah! PORTUGAL, PORTUGAL
04-02-2009 Pág.9 17
CV - A PAR E PASSO.. ES -UM NOVO TEMPO 19-03-2009 Pág.9 18
CV - DOCE COMPANHIA ES - OS ENCANTOS DA VIDA 26-08-2008 Pág.10 19
ES - HÓSPEDES INDESEJÁVEIS CV - HÓSPEDES INDESEJÁVEIS
HRN - HÓSPEDES INESPERADOS
21/02-09 Pág.10 20
CV I-MUTAÇÃO
CV III-QUIÇÁ…
CV V-ORIGENS
ES II -RETORNO
ES IV-PORTENTO PRIMACIAL
ES VI-FINAIS ?
  Pág.11 21
CV - ESFINGE TATUADA ES - ESFINGE VERDADEIRA 18-11-2007 Pág.11 22
ES - FALAZ IMPULSO CV - CONSONÂNCIA 07/04/2008 Pág.12 23
ES - A NOSSA POESIA CV - MINHA POESIA 08-05-2007  Pág.12 24
ES - NO FUMO DE UM CIGARRO CV - ODORES -----10-2007 Pág.13 25
ES - QUEM SABE? CV - QUEM SABE... 20-01-2009 Pág.13 26
ES - SAUDADES DA MINH´ALMA CV - SAUDADES DA TU´ALMA 28-09-2008 Pág.14 27
CV - VISÃO ES - OUTRA VISÃO 18-05-2007 Pág.14 28
ES - VIDA SEM ALMA CV - ALMA PEREGRINA 29/1/2008 Pág.15 29
ODIR - VENTO SUDESTE CV - VENTO SUDESTE
AB  - VENTO SUDESTE
ES - VENTO SUDESTE
24-02-2011 Pág.15 30
CV - EM CÉUS DE FESTA ODIR - EM CÉUS DE FESTA
AB - EM CÉUS DE FESTA
RC - POESIA EM FESTA
ES - CÉUS DE JÚBILO E MÁGOA
11-02-2011 Pág.16 31
ES - RESPONDENDO A FLORBELA ODIR - TORTURA
CV - TORTURA
AB - COMPANHIA
18-02-2011 Pág.16 32
JM - SIMPLES PREITO ES - À MEMÓRIA DE ARY DOS SANTOS
CV - POETA, PÁSSARO, MENINO
18-01-2009 Pág.17 33
CV - AS MÃOS ES - AS MÃOS
CB - NEGRITUDE... UMA VIRTUDE...
SF - MARCAS EM NOSSAS MÃOS
29-04-2009 Pág.17 34

 

 

 

I

metamorfosis - Salvador Dali

 

Terceiro milénio
A METAMORFOSE
Eugénio de Sá


Quando o novo milénio despontou
Esperei ver algo que o mundo esperou
Uma metamorfose em esplendor
Mas o larvar percurso se frustou
E vi o que ao meu ser desesperou
A negação de um ser feito d'amor

Esperava que emergisse um outro, alado
Mas o processo mostrou-se inquinado
E a larva deu lugar a uma distorção
Quiçá a algo estranho vindo do passado
Um velho que em jovem foi tornado
Mas com uma pedra em vez de coração

Sem asas, sem voar, não progrediu
E assim deixou de ver e nem sentiu
Fez-se dura a cegueira no seu interior
Tenho a certeza que esse novo homem
Ignora as lágrimas que a outros consomem
E é pois imune aos surtos do amor

É connosco, irmãos, dar-lhe uma mão
E mostrar-lhe que ter um coração
Não é ser portador de um frio seixo
Que é nele que se contém toda a bondade
Que é nele que o nosso amor fica à vontade
Que é nele que a vida tem o seu desfecho

Eugénio de Sá
02/Fev/2011

A METAMORFOSE
Carmo Vasconcelos



Desde criança ouvi o vaticínio
Que em dois mil seria o morticínio
De todos nós, na Terra em extinção...
Mas, talvez, pla mudança dos vectores
Que do planeta são os regedores,
A Esfera continua em rotação.

Indubitavelmente, os seus valores
São hoje testemunhos dos horrores,
Perpetrados plos génios da ambição...
Que do espiritual alvo distanciados,
Fazem dos bens venais deuses amados,
A que ajoelham em louca obsessão.

Se auto-destruindo em lutas e chacinas,
Revestem-se de crenças peregrinas,
Em nome de um suposto Deus Maior...
Olvidando que irmãos somos do Cristo,
Que morrendo por nós se fez benquisto,
Filho do mesmo Deus, de insigne Amor!

Mas a metamorfose que requer
Novel tempo do "Ser" e não do "Ter",
Deixou de ser um mito imaginário...
Uma nova Era não é mais opção,
Imposta já se fez! E em transição,
Caminhamos pra Luz da Era de Aquário!

Carmo Vasconcelos
3/Fevº/2011

 

 

II

 

FORÇAS DA NATUREZA
Eugénio de Sá


Algures na brava costa portuguesa
Que a invernia torna mais agreste
O mar batido a ventos de nordeste
Uma caverna fez nessa rudeza

Pla fraga desventrada Eolo brama
Sibilando de fúria incontrolada
Misturando-se aos sons da passarada
Que o abrigo da fraga mais reclama

Pobres gaivotas que perdem o norte
Quando do mar lhes chega a tempestade
E na caverna se salvam da morte

Quanta razão maior nesta verdade;
A natureza é feita de tal sorte
Que é deslumbrante a sua divindade!

Eugénio de Sá
28/12/2010

SE A NATUREZA GRITA...
Carmo Vasconcelos


É sábia a Natureza em seu poder,
Que sempre há-de acudir a rude lance,
Inda que algum de nós tal não alcance,
Duvidoso do seu divo saber.

Se à fúria da Invernia oferece a gruta
Que em alto mar espera acolhedora,
Já no queimar do estio dá estrada afora,
A árvore cuja sombra se desfruta.

Todos os seres são seus protegidos,
Se o perfeito equilíbrio não lhe ofendem
Co'a ambição em seus actos desmedidos...

Que é brava a Natureza quando grita,
Revoltada plos males que lhe acendem;
E pla afronta ao planeta, ruge, aflita!

Carmo Vasconcelos
28/Dezembro/2010

 

 

 
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