Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

ERVIN-FIGUEIREDO

 

INICIAL RESPOSTA  
EF - CALADO DE AMOR CV - SONS  CRUZADOS 19-9-2010
EF - UM BRUXO, SÓ ISSO CV - BRUXINHA Q.B... 31-9-2011

 

 

I

 

 

CALADO DE AMOR
Ervim Figueiredo


Um grito inaudível, impreciso,
Cortando a madrugada tão fria,
Parece sair de peito indeciso,
Cuja alma padece a dor, agonia...
 
Ser profano que ousou amar,
Ultrajando o próprio sentimento,
Deve o seu coração arrancar,
Dando fim a qualquer sofrimento.
 
Não sabes nada da vida, do amor,
Confunde emoção de todo sentir
E grita quer de alegria ou de dor
  
 Nos teus lúgubres dias do porvir
De palavras que jazem sem cor,
Em versos que não se podem ouvir.
 
Ervim Figueiredo
  19/9/2010

SONS  CRUZADOS
 Carmo Vasconcelos


Ouço teu grito agudo, tal o meu,
Sons cruzados, vagando no horizonte,
Quiçá irmãos na dor que ambos tangeu;
Na agonia que enrugou, deles, a fronte.
 
Ser insano que o amor fez ultrajado,
Não pode mais matar sede a ninguém,
Que seja o seu fluido ora dissipado,
Posto o seu coração, longe, ao desdém.
 
Que é fútil, e d'amor não tem ciência;
Prova toda a emoção sem qualquer siso,
Pulando ora de dor ora de riso.
 
Sofrerá no futuro a consequência
Da tola ambiguidade, em decepção
E em versos desprovidos de emoção.

Carmo Vasconcelos
 19/9/2010

 

 

II

 

 

UM BRUXO, SÓ ISSO
Ervim Figueiredo


Sou um bruxo, mas um bruxo muito mau...
Não gosto de mocinhas comportadas,
Nem de quem faz essa cara de mau,
Pois viro bicho, começo a dar dentadas.

Não sou como as bruxinhas, bonitinhas.
Também sei fazer minhas magias,
Assusto pessoas quando são bobinhas,
Fazendo no meu castelo minhas orgias.

Escuta então meus avisos com atenção:
Te deixo apaixonada só por castigo
Pois sou bruxo da mágica do coração,
Mantenha sempre cautela comigo.

Ervim Figueiredo

31/Outº/2011

BRUXINHA Q.B...
Carmo Vasconcelos


Ai, ai... que susto, quase acreditei
nessa maldade atroz tão proclamada,
que viras bicho, "bicho-homem" já eu sei,
mas isso é norma, velha lei ditada.

E magias sempre fazes co'as palavras,
e assustas ao lançares teu refrão,
feitiços que laboras quando lavras
versos no teu castelo-coração.

Teus avisos desdenho, bruxo-falso,
pois não te creio capaz de tais ardis,
e se queres levar-me ao cadafalso,
lembra que bruxa sou... de actos gentis!

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
31/Outº/2011

 

 

 
Livro de Visitas