Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

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Com :

EMILIA-POSSIDIO

INICIAL RESPOSTA  
CV - METAMORFOSE EP - RENASCIMENTO

CC - PARTIDA

05-11-2007

 

 

I

POEMA EM DIA DE FINADOS - METAMORFOSE

 

METAMORFOSE
Carmo Vasconcelos


Quando do reino azul e intangível
Baixar esse fatídico decreto
Que levará minh’ alma impassível
E os chorosos vestirá de preto...

Terá meu corpo a terra por morada
Tornado pó por mágica alquimia
Da terra-mãe, a poderosa fada
Que o mudará em flor um certo dia

E enquanto plos espaços radiosos
Voando por lonjuras que nem meço
Minh’ alma roga a Deus curta viagem...

Vão colorindo as vestes os chorosos
Que cedo esqueceram minha imagem
E eu vou chegando ao pouso que mereço.

Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal
In E-Book “Sonetos Escolhidos”

RENASCIMENTO
Emília Possídio


O Fiador de toda a humanidade
não governa e não reina por decreto;
conduz noss'alma cheia de saudade,
que parece morta no corpo quieto...

E tudo prossegue com brevidade,
como quem busca a última alegria.
Pobre matéria, sem qualquer vontade,
deve cumprir a última agonia.

Os que ficam sentem dor tenebrosa!
Pensam jamais ver a manhã radiosa,
tudo circunscrito à dura viagem...

Quem renasce terá nova roupagem,
no colorido de outra paisagem,
na dimensão da vida luminosa!

Emília Possídio
Recife, 02.10.2007
www.cochilandonasestrelas.com

 

PARTIDA
Cleide Canton


Aquele céu que brado em cantos tantos,
aquelas brancas nuvens a dançar
e as estrelas todas, ouvindo prantos,
um dia (eu sei) terei que abandonar.

Outras visões, quiçá muito mais belas
estão a minha espera e, na verdade,
de muito já as pintei em aquarelas
e as levarei comigo, na saudade.

Ficarão os amigos neste espaço,
meus frutos, meus amores, meu fracasso,
pois nada levarei, diz meu destino.

Só sei que não há medo nem tristeza
e, no aguardo, eu me visto de turquesa
e abraço o que há de vir, pois sei divino.

Cleide Canton
SP,05/11/2007
16:10 horas

 

 

 
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