Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

CLEIDE-CANTON

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INICIAL RESPOSTA      
CV - CANÇÃO DA VIDA CC - CANTO 18-05-2007    
CV -  ESFÉRICO CC - QUADRADO 25/09/2007    
CV - METAMORFOSE EP - RENASCIMENTO

CC - PARTIDA

05-11-2007 Pág.2

 

 

I

 

 

CANÇÃO DA VIDA
Carmo Vasconcelos


Canto a cada alvorada
Que à vida me traz de novo
Canto a alegria de um povo
Que ri de alma atormentada

Canto o riso da criança
E a sua pura inocência
Canto a minha irreverência
E minha eterna esperança

Canto as searas repletas
E o Sol em cada manhã
Canto um melhor amanhã
Para justiças incompletas

Canto a vida que não pára
A noite que segue o dia
Canto até quem tal diria
O silêncio que os separa

Canto os peixes e o mar
E as fontes de água fria
Canto esta minha alegria
E o meu desejo de amar

Canto a deusa poesia
Meus devaneios risonhos
Canto a ilusão dos meus sonhos
E minha doce utopia

Canto o ter sido nascida
E o nosso Deus Criador
Canto o meu profundo amor
Pela dádiva da Vida!

Carmo Vasconcelos
18-05-2007

 

 

 
   

CANTO
Cleide Canton


Canto o verde, canto o anil,
canto o branco e a verdade,
mas meu canto, desencanto,
tem guarida na saudade.

Canto o negro, canto o ouro,
canto o sábio e o saber,
mas a dor e o desamor
é que ousam responder.

Canto a pena e a magia,
canto o sol, canto o luar,
mas, sem som, canto a tristeza
que em meu sono vem morar.

Canto as praias, calmarias,
chuvas finas de verão,
canto a prece que se deita
a morrer na escuridão.

Canto o passo, o descompasso,
canto o sino em campanário,
canto o anseio do silêncio,
bastidores sem cenário.

Canto a praça, canto a graça,
canto o choro da leoa
que se perde, junto ao mar,
à procura da lagoa.

Canto a vida, a natureza,
canto a vela a balançar,
canto o sol que, num abraço,
de manhã vem me acordar.

Canto o sonho com fervor,
canto a dor, canto o poente.
Não sou lua, nem estrela.
Não sou flor, sou só semente!

Cleide Canton
18-05-2007

 

 

 

II

DUETO ESFÉRICO

 

ESFÉRICO
Carmo Vasconcelos


Redondo é o ventre
que gera a vida
Redondo é o seio
que amamenta a cria
Redonda é a Lua
da imaginação
Redondo é o Sol
que germina o grão
Redondo é o Mundo
onde tudo vibra
Redondos os sonhos
bolas de sabão…

Redonda a existência
de ciclos sem fim
Redondo o abraço
que te cola a mim
Redondo o falo
da fecundidade
Redondos teus lábios
de sensualidade
Redondo teu corpo
de apelos carnais
Redondas as formas
que eu amo demais!

Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal
25/09/2007

QUADRADO
Cleide Canton


Quadrado
é o canto que não condiz,
um solfejo de aprendiz
na pauta da sinfonia.
É o compasso sem apuro,
camuflado e inseguro,
semitom da ironia.

Quadrado
é o espaço limitado
deste olhar enclausurado
só buscando, nada vendo.
É o espelho que não mente
quando estás a sua frente,
de ti mesmo te escondendo.

Quadrado
é o fim da caminhada
ribanceira, pó na estrada
pouca sorte, pouco empenho.
É a moldura, é o final
o que restou no bornal
desta história que desenho.

Cleide Canton
SP, 25/09/2007
18:50 horas

   

 

 

 
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