Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

CARVALHO-BRANCO_Marilza de Albuquerque

(CLIQUE NA SETA)

INICIAL RESPOSTA  
CV - AS MÃOS ES - AS MÃOS
CB - NEGRITUDE... UMA VIRTUDE...
SF - MARCAS EM NOSSAS MÃOS
29-04-2009

 

 

I

E porque a consciência não é negra, mas incolor, e deve respeitar e amar todas as cores e raças, aqui vos deixamos as nossas “MÃOS” multicor

 

1

AS MÃOS
Carmo Vasconcelos


Mãos vermelhas, amarelas
mãos negras ou de brancura
desiguais na formosura
corre quente em todas elas
rio de sangue unicolor...
Rubro… na sábia vontade
da mão Divina em amor
preconizando igualdade


Porém... na iniquidade
escolhendo à’dversidade
usa o Homem imperfeito
mãos que doem como pedras...
Ferramentas da maldade
mesmo brancas causam negras
nódoas no corpo e no peito
estigmas de infelicidade

Outras, para o bem guiadas
não é cor seu documento
se mostrarão incrustadas
de perlas-fraternidade...
Negras, serão claridade
vermelhas, rubro calor
brancas, puro pensamento
amarelas, luz e amor

Mãos que enrugam de labor
moem, labutam na terra
secam ao fogo e no mar
para o sustento nos dar…
E as que sangram na guerra
para a paz nos sossegar
e as que velam com alor
pra nossas feridas sarar

Outras mãos há, mais serenas
que nasceram pra elevar
nossa alma, nossa mente…
Com a magia das penas
unhas da cor do sonhar
e dedos feitos voar
bordam palavras-semente
espalham poesia plo ar

Carmo Vasconcelos
29/ABRIL/2009

2

AS MÃOS
EUGÉNIO DE SÁ


Há dois mil anos houve quem quisesse
Libertar do remorso a consciência
Deixando que uma horda p’la demência
Um Inocente em Mártir transformasse.

Julgou então Pilatos que lavar
Com água pura as mãos lhe bastaria
P’ra que a alma sentisse casta e pia
Sem mais razões p’ra se auto censurar.

Não bastaram então nem hoje bastam
Que rios d’água corram sobre quem
Outra vontade tenha – pois não tem –
Que liberte da dor os que se castram.

Que culpa tem um pobre pigmento
Que gerações transportam na genética?
Por que há-de ser assim vil e profética
A cor da condição do sofrimento?

Podem lavar-se as mãos, corpos e rostos
Com águas límpidas, até perfumadas
Que as roupas ficarão só encharcadas
Mas fétidos os gestos decompostos!

EUGÉNIO DE SÁ
29/ABRIL/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

3

NEGRITUDE... UMA VIRTUDE...
Carvalho Branco


Povo de estirpe nobre,
Filho de um solo agreste e varonil...
Mãe África, berço da Humanidade,
Que com sua alegria cobre
A gente desse Brasil!...

Reis, rainhas e princesas,
Raptados de suas terras e belezas,
Trazidos, dominados, a uma outra Natureza...
Nada, porém, perdeu da soberania...
Zumbi levantou bandeira
De liberdade ? era o grito que se ouvia!
Daquela gente brejeira,
Que o europeu levou à nostalgia,
Surgiu uma nova raça,
Dengosa,faceira, cheia de graça,
Que uniu o negro, o branco e o amarelo...
Trocou as pantufas da sinhá
Pelo que de melhor há:
O pé no chão e o chinelo...
Nasceu a raça brasileira!...

Uma raça plena, de pureza-criança
Que guarda, no peito, a esperança
De fazer-se ao Mundo conhecer...
Uma raça que espera ter o poder
De gerar a fraternidade
No seio de toda a humanidade!...

Uma raça em que a negritude
É um dos sinais de virtude,
Da pureza de nascimento,
Da força do bom sentimento,
Da capacidade de superação,
Da grandeza do amor de seu coração!...

Carvalho Branco
29/ABRIL/2009

4

MARCAS EM NOSSAS MÃOS
Sá de Freitas
 

Olhando para as nossas mãos veremos,
Em suas palmas, indeléveis traços
De lutas, de vitórias, de fracassos
E de mil coisas vis que já fizemos.

Nelas descobriremos que deixamos
Indícios de afagos, de agressões,
De pedras que atiramos, de lesões
Feitas n'alma dos que nós amamos.

Nelas escritos estão inapagáveis,
Os nossos gestos bons ou condenáveis,
Ou construções do bem por nós desfeitas.

Um estudo de nossas mãos, profundo,
Nos mostrará que aqui em nosso mundo,
Só as Mãos de Jesus foram perfeitas.

Sá de Freitas
29/ABRIL/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Livro de Visitas