Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

ANTÓNIO-ZUMAIA

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INICIAL RESPOSTA      
CV- 1 -TROVAS DA NOITE

CV - 3 - MEU TROVAR NÃO TEM HORA

AZ - 2 - O TROVAR

AZ - 4 - TROVADORA

01-06-2009    
CV - " FAZER AMOR "... AZ  - FAZER AMOR 28-01-2008    
CV - INUTILMENTE... AZ - A RAZÃO 13-01-2010 Pág.2

 

 

I

Desgarrada

 

1

TROVAS DA NOITE
Carmo Vasconcelos


A cabeça rodopia
Os pés deslizam no chão
Alça voo o coração
E dançamos em estesia

Só tu e eu lá no cimo
O mundo desapareceu
Estamos sozinhos no céu
Dos teus beijos que vindimo

Sabe a uvas e a mosto
A tua boca molhada
Sou tua fruta desejada
Tu o vinho que mais gosto

E quando as luzes se apagam
Já fechadas as janelas
No escuro vemos estrelas
E nossos corpos se afagam

Dás-me o trevo do amor
Rei das flores mais bonitas
E o meu desejo excitas
Cantando um fado menor

E mais um copo bebemos
Corpos suados em rima
Mãos abaixo, mãos acima
Nessa dança nos perdemos

Fecha o bar o taberneiro
Só nós e as pedras da rua
Versos miamos à lua
Como gatos em Janeiro

Só quando o Sol curioso
Chega a espreitar nosso enlevo
Vamos desfolhar o trevo
No nosso ninho amoroso

Depois aconchegadinhos
O desejo extenuado
Virados pró mesmo lado
Dormimos feitos anjinhos

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
Janeiro/2008

2

O TROVAR
António Zumaia


O TROVAR é de certeza,
o fruto de alma sã;
“A poetisa portuguesa”
A trovar pela manhã.

Na verdade admirei,
esta veia popular
e hoje ainda não sei,
onde a vieste buscar.

No Estoril eu nasci,
no Alentejo fiquei.
Foi nele que aprendi,
foi aqui que a encontrei;

Essa TROVA que é amor.
De certo aqui andaste,
ao ver os campos em flor,
só assim te inspiraste.

António Zumaia
Sines/Portugal
1/Junho/2009

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   

3

Meu trovar não tem hora
Carmo Vasconcelos


O meu trovar não tem hora
é quando a rima me açoite
vê como trovo agora
não é manhã nem é noite

Da tua veia gostei
saíu-te pronta à maneira
donde a tiraste eu sei:
da tua verve ligeira

Minha trova é de Lisboa
é varina e marinheira
tem fado e cantiga à toa
cheira a Tejo e sardinheira

Sou alfacinha da gema
Gosto de céu, mar e flor
Nada me há que a pena tema
mas minha musa é o amor!

Carmo Vasconcelos
Lisboa/Portugal
1/Junho/2009

 

 

 

 

 

4

Trovadora
António Zumaia


Querida és alfacinha?
Toma lá um manjerico.
Nas Marchas tu és rainha
e a olhar-te… eu fico.

Lisboa é fado meu,
nesse rio que é amor.
Essa cidade me deu,
tanta beleza e cor.

As meninas de Lisboa,
são de estranha beleza;
Quando cantam uma loa;
Há um amor de certeza…

Mas seu amor é o fado,
a guitarra é sinal;
Essa voz que em qualquer lado,
nos fala de Portugal.

Pois, ó bela TROVADORA,
poeta de toda a hora.
Muito belo, sim senhora
e que faço eu agora?

Se ter rimas é destino;
Só as encontro no fado
e com esta eu termino,
melhor é… ficar calado.

António Zumaia
Sines/Portugal
1/Junho/2009

 

 

 

II

" Fazer Amor "...

Pura expressão tecnicista!

 

" FAZER AMOR "...
Carmo Vasconcelos


" Fazer Amor "...
Pura expressão tecnicista!


Como se o Amor se fizesse
como se das mãos brotasse
como se do chão nascesse...
Como se houvesse o artista
que tal obra projectasse

Como se o Amor fosse táctil
mecânico, elaborado
artefacto, peça fácil
mero produto acabado...
Matéria reconstruída
cria gerada e nascida

" Fazer Amor "...
Se alguém fazê-lo soubesse
qual artífice faz a obra
qual actor inventa o gesto...
De tal modo abundaria
tornado tanto e de resto
que ninguém o buscaria
em ânsias, por ser de sobra

Por não existir tal dom
o Amor é raro, precioso
feito mistério e encanto
Génio bom e luminoso
que das harpas tem o som
e das sereias o canto

O Amor...
pode até inventar-se
pode vender-se, comprar-se
pode adiar-se, esquecer-se
como uma Graça esperar-se
sofregamente querer-se...

Mas jamais pode fazer-se!

Carmo Vasconcelos
Lisboa-Portugal /1996
In "Geometrias Intemporais”, pub. no ano 2000

FAZER AMOR...
António Zumaia


Mas eu fiz e faço amor,
na magia, que é a vida…
Só de pensar-te uma flor,
bem linda e colorida.

Poeta tudo é capaz,
neste mundo de ilusão;
Cria se isso lhe apraz,
o amor numa canção.

A magia do poeta
é amar a simples flor;
Esse carinho completa,
se com ela faz amor.

Faz amor quando ela o chama,
misturando sentimentos;
No mundo de uma cama,
cria os mais belos momentos.

Faz amor num só poema,
angústia de um simples sonho.
Pode não saber o tema;
se é triste ou risonho.

Faz amor escrito no céu,
nessa deusa que é a lua.
Em magia cria o véu,
que a tapa quando está nua.

O poeta faz amor,
minha bela poetisa…
Na beleza de uma flor
é amor… que eterniza.

António Zumaia
Sines - Portugal

 

 

 

 

 

 

 
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