Carmo Vasconcelos

"FENIX"

 

Enlaces Poéticos

Com :

ALFREDO DOS SANTOS MENDES

 

INICIAL RESPOSTA    
CV - FADO, GUITARRA E SEVERA ASM - A MINHA GUITARRA NOVº/2010 Pág,1
CV - FIDELIDADE ASM - O AMIGO SETº/2010 Pág.1
CV - FOGO-PRESO ASM - HERESIA 14/07/2011 Pág.2
ASM - O PASSAMENTO CV - A TRANSIÇÃO 07-Novº-2010 Pág.2

 

 

I

 

CARMO - FADO, GUITARRA E SEVERA
(Sextilhas)
Carmo Vasconcelos


Com licor de feitiço me embriagaste,
Em poemas de ínvio fado me enrolaste,
Fui guitarra e Severa apaixonada…
Por ti, tangi as notas mais plangentes,
Saí do tom em delírios deprimentes,
Rompi as cordas da alma lacerada.

Porque bebi do néctar da loucura,
Adorar-te foi trova de aventura,
Nesse fado de engano e de ilusão…
E agora esta guitarra plange rouca,
Do tanto que te quis em vida pouca,
Do pouco que lhe quis teu coração.

E a noite enferma só lhe traz murmúrios
Do que antes foram címbalos de augúrios
promissores; saltérios de magia...
E a Severa, tristonha, embrulha o xale,
Já não há fado amado que ela embale,
E a guitarra sucumbe em nostalgia.

Lisboa/Portugal
Carmo Vasconcelos

ALFREDO - A MINHA GUITARRA
(Sextilhas)
(Alfredo Mendes


Dedilhei a guitarra em tom dolente.
Foi saindo um acorde confrangente,
Como um soluço preso na garganta!
O seu tanger é fado, mal fadado…
É fífia em coração atraiçoado,
Ciúme que no peito se agiganta!

A adaga que lançaste me acertou.
Teu beijo de mentira envenenou,
O ar que recebi da tua boca!
Que triste fado foi o nosso amor,
Uma letra sem rima, sem primor,
Cantada por fadista de voz rouca!

O ventre da guitarra soluçou.
A melodia, em ais se transformou…
Emitindo o tinir de alguém gemendo.
É a minha guitarra se finando…
As suas cordas frouxas se soltando,
Enquanto nossos fados vão morrendo!

Lagos, 14/11/2010
Alfredo dos Santos Mendes

 

 

 

II

CARMO - FIDELIDADE
Carmo Vasconcelos


Amigo, hoje é teu dia, corro pra ver-te,
visto asas, e a distância não me impede
de, lesta, voar pra ti, pra que se aperte
nossa amizade, sem que trama a enrede.

Ainda que dormente na aparência,
ela semelhe ter perdido o enleio
(por muito dividida na vivência)
descrê do véu que a nubla de permeio.

Que eu galgo montes, vales, mesmo oceanos,
pra que sintas ao peito o forte abraço
deste nó que não lasseia ao vir dos anos…

Que seja maré viva e consentida
por corda firme, atada em forte laço,
enquanto for em nós, pulsante, a vida!

20/Julho/2011
Lisboa/Portugal
Carmo Vasconcelos

ALFREDO - O AMIGO
Alfredo dos Santos Mendes


Quanto vale a ternura de um amigo,
quando afasta de nós o sofrimento,
nos protege do p’rigo, do tormento,
e faz do seu abraço, nosso abrigo?

Nos defende perante o inimigo!
Se irmana em nossa causa, sem lamento!
Enxuga nosso rosto no momento,
em que a dor traz a lágrima consigo!

Que sente a nossa dor, nossa amargura!
Que é nossa estrela guia em noite escura,
que não nos deixa a sós por um segundo!

Quem tem amigo assim tão dedicado,
e que faz da amizade, apostolado,
tem a maior fortuna d
este mundo!

6/Setº/2010
Lagos
Alfredo dos Santos Mendes

 

 

 
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