Maria Ivone Vairinho
Portugal

Maria Ivone de Jesus Pinto Manteigueiro Vairinho nasceu na cidade da Covilhã.
Foi aluna da Escola Industrial e Comercial Campos Melo. Completou os cursos de "Formação Geral do Comércio" e "Complementar do Comércio". Tem os cursos do Instituto Britânico e da Alliance Française. É diplomada pela Escola Pittea em estenografia portuguesa, francesa e inglesa.
Desde muito nova (13 anos) começou a escrever contos, peças de teatro, autos de Natal e poemas, que foram publicados em diversos jornais e revistas, tendo ganho quatro primeiros prémios em contos (Kemba, a Gazela; Folhas Soltas do meu Diário, Conto de Natal e Carta de Amor para  Minha Mãe) e uma menção honrosa em Poesia Lírica no I Concurso Literário da SACOR.
Traduziu muitos livros de Espanhol, Francês e Inglês (entre eles a série Dallas da Televisão e Robinson Crusoe).
Foi colaboradora da "Crónica Feminina", nos seus anos de ouro, desde 1957 a 1982, com uma página semanal (conto ou crónica).
Também foi colaboradora do jornal "Poetas & Trovadores" e participou em 10 Antologias da ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POETAS. Tem muitos poemas publicados no Notícias da Covilhã,  Covilhã de Hoje e de Sempre, Florinda - Revista Cultural da C.M.Covilhã, Cyberletter, Revista da APAE-Campos Melo,  Natal e Projectos-Escola Verney, da C.M.Oeiras, e Boletim da Associação Portuguesa de Poetas.
Foi entrevistada para a "Crónica Feminina" por Alice Ogando (que lhe ofereceu o seu poema "Pesadelo") e  para o jornal dos Poetas & Trovadores, por Maria Júdice.
A sua Bio-Bibliografia foi incluída no livro de José Mendes dos Santos "Escritores do Concelho da Covilhã" (página 196 - edição de 1997).
Na Revista Cultural Florinda, edição da Câmara Municipal da Covilhã, no número dedicado aos Poetas do Concelho, foram publicados quatro poemas de sua autoria.
O seu curriculum, mais alargado, foi incluído no livro "Artistas da nossa Terra", de Manuel Vaz Correia,  edição da Câmara Municipal da Covilhã, em 1998 (páginas 237/239).
O seu contacto com o palco deu-se no teatrinho do Salão Paroquial da freguesia de S. Pedro, na Covilhã, onde disse poesia, cantou e representou peças de sua autoria.
Com guião e direcção do Padre José dos Santos Carreto,  foi a protagonista do filme "Dois Caminhos" , que relatava a luta de uma jovem operária, militante da JOC, na defesa da dignidade da mulher no mundo do trabalho.
Pertenceu ao Grupo Cénico do Orfeão da Covilhã. Sob a direcção de Carlos Correia, Dra. Maria da Ascensão Duarte Simões e Luís Ferrer representou  vários autos de Gil Vicente e peças de teatro de Almeida  Garrett,  Júlio Dantas,  José Régio e Luís Stau Monteiro.
No intervalo entre a 1ª e 2ª partes da actuação do Orfeão, dizia poemas. Foi "Maria" no "Natal Beirão", da autoria do maestro Padre Mateus das Neves, e   "Covilhã" na apresentação do folclore beirão nos  espectáculos do Orfeão, que acompanhou nas suas deslocações a Santarém, Tomar, Abrantes, Guarda , Tábua.
Colaborou em concertos da "Pró-Arte", dizendo poemas ilustrativos de diversos andamentos de Sinfonias de Beethoven.
Dos muitos recitais de poesia que deu no concelho da Covilhã, destaca o recital no Dia da Cidade no Salão Nobre dos Paços do Concelho onde disse o seu  poema "Lua Branca em Céu de Agosto", dedicado à Covilhã, e o recital na Sessão Solene das Comemorações Marianas, realizadas na Covilhã e presididas pelo Cardeal D. Fernando  Cento, Núncio Apostólico em Portugal.
Com o pseudónimo de Ivone Beirão, em 1959  pertenceu ao Centro de Preparação de Artistas da Rádio. Sob a orientação do Prof. Motta Pereira, gravou programas nos estúdios da Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, e estreou-se num Serão para Trabalhadores no Pavilhão dos Desportos no Parque Eduardo VII . Nessa altura, teve também lições de arte de dizer com Manuel Lereno.
Pertenceu ao Grupo Cénico da Casa do Pessoal da SACOR e sob a direcção de Carlos Pinho colaborou em diversos Saraus de Poesia. Disse, perante Fernanda de Castro, o  poema desta Ilustre Poeta, "Maternidade".
Sob a direcção de Ruy Furtado, representou "A Muralha", de Calvo Sotelo e Autos de Gil Vicente. Representou nos Teatros da Trindade, em Lisboa e Luísa Toddi em Setúbal e nas instalações da Sacor em Lisboa, Cabo Ruivo e Faro.
Foi Vice-Presidente e há cinco anos é Presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Poetas e Directora do Boletim Trimestral.
Tem proferido diversas  Palestras e Conferências (António Gedeão, José Régio, Oito Séculos de Poesia Portuguesa, Prémios Cesário Verde, Poetas do Parque dos Poetas e Ribeiro de Carvalho - Um Republicano com Alma de Poeta), no Palácio Galveias,  Hemeroteca Municipal, Livraria-Galeria Municipal Verney de Oeiras, Auditório Nuno Fradique, da RTP, e Casa do Algarve.
Prefaciou livros de  Cláudia Borges, Maria Armanda Tavares Belo e Susete Viegas.
Há cinco anos, na Universidade Sénior, dá aulas de "Ler...e Dizer - Nove Séculos de Literatura Portuguesa/Poesia".
É sócia da  Associação Portuguesa de Poetas, Associação Portuguesa de Escritores,  Sociedade Portuguesa de Autores,   Associação Fernando Pessoa e  APAE - Campos Melo (Covilhã).
 
Obras publicadas:
ROMANCES
Linhas Trocadas; Amor Cigano (1ª e 2ª Edições); Humilhação de Amor; Uma Mulher Moderna (esgotados) - edições da Agência Portuguesa de Revista
POESIA
Livro da Dor e da Esperança ( VEGA  - Outubro de 1999 - com prefácio de António Alçada Baptista).