CARMO VASCONCELOS

"FÉNIX"

POESIA DEDICADA E ACRÓSTICOS

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Para a querida EFI com carinho

HOJE
Carmo Vasconcelos


Pra agradecer teus desvelos
hoje eu queria te afagar
e alisando teus cabelos
baixinho te cantaria
uma canção de ninar

Meu piano tangeria
sonata pra te encantar…
Acordes de calmaria
interlúdios de alegria
trazidos do verde mar

Com uma paleta de cores
roubada a mestres pintores
faria um quadro celeste
de paz, amor, doce calma
pra deleitar tua alma...

Sei que será muito pouco
este meu poema rouco
pra tudo o que dás e deste
aos teus amados poetas
fada-real das estetas!

Em 25/05/2005

  Carmo Vasconcelos

 

Homenagem ao 4º Aniversário da AVSPE

“Ó subalimentados do sonho! A poesia é para comer.”
Natália Correia, in “A Defesa do Poeta”


PÃO DE LETRAS
Carmo Vasconcelos


Com cinco letras apenas
Se escreve a palavra AVSPE (avespe),
Que sendo das mais pequenas,
De mil emoções se despe
Pra alimentar nossas penas.

A lto pendor tem seu nome,
V ibrante em significado,
S abor que nos mata a fome,
P ão de letras amassado
E por vates fermentado.

E se é de sonho a pepita,
Logo se funde em poesia,
E leveda na estesia
Do ígneo forno que crepita
Em nossa áurea Academia.

Curvo-me, agradecida,
A quem, em divina hora,
À nobre Casa deu vida!
Picando o sonho co’a espora,
Pra dar às letras guarida.

Nesta casa não há fome!
É mesa que farta aos brados
De acepipes de renome…
Nem há subalimentados
Que a poesia aqui se come!

E o milagre desse Pão,
Multiplicado ao caminho,
Segredo é do coração,
Dádiva, amor e carinho,
Da mui nobre Efi Coutinho!

17/ Setº/2010

  Carmo Vasconcelos

 

Ao querido e nobre Poeta Eugénio de Sá, meu irmão de pátria, alma e coração, pela passagem do seu aniversário em 29/03/2008

LAÇOS
Carmo Vasconcelos


Nem só de sangue são os laços mais chegados
família é gestação, a vida em agregados...
Há, porém, outros elos invisíveis,
cordões umbilicais etéreos, indefiníveis,
que ligam almas em estágios equiparados.
E assim, há novos pais e mães que achamos
sem que de seus genes provenhamos,
e irmãos... alheios à genética terrena.
Com eles, não raro comungamos,
menos que santos, mas muito além de humanos,
duma Divina e Cósmica união suprema...
Deles colhemos as mais sublimes emoções
e com eles vibram nossos corações
ao partilharmos jóias de poética beleza.
Não são amores vulgares, paixões terrenas,
nascidas dos prazeres de cama e mesa,
são como castas pombas em voos de pureza.
Asim te vejo, amigo-irmão, uma amor d'alma,
o carinho certo na palavra calma,
onde a prosa e a poesia são artes em vigília...
Sem pedir meças de tempo nem distância,
a amizade pura na constância,
um irmão que, doutro sangue, é família!

29/03/2008

  Carmo Vasconcelos

 

Resposta a Mercedes Pordeus:


Obrigada, querida amiga
desse antídoto já disponho!…
quando dou asas ao sonho
voa logo a dor antiga.

E quando bebo a bons tragos
da vossa taça-amizade,
nela afogo dor, saudade,
e da vida outros estragos.

Vários livros já escrevi,
uma árvore já plantei
e meus dois filhos gerei…
Que mais posso querer aqui?

E ainda tenho a Poesia
que tudo me faz esquecer,
nela mergulho a correr
e me embebedo de magia.

Quem tais bençãos assim tem
pode a Deus agradecer,
nada pedir, só viver,
e em paz partir para o Além.

14/12/2004

  Carmo Vasconcelos

 

À Poetisa Efigênia Coutinho, em 2009

ROSA DE LUZ
Carmo Vasconcelos


Ó rosa rubra
Que o céu te cubra
De bençãos tantas...
Pra que nas folhas
O bem recolhas
Em Graças Santas!

Que orvalho em gotas
Lave as remotas
Mágoas e dores...
Dê-te a alegria
Nessa estesia
Do amor em cores!

Flor sem espinho
Sejas caminho
De Paz e Bem...
Para o viajante
Que inda hesitante
A Luz não tem!

E nesse espanto
Feito de encanto
Corras pla vida...
De alma lavada
Fronte elevada
A Deus cingida!

11/Novº/2009

  Carmo Vasconcelos

 

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